Lula nega discussão sobre terrorismo envolvendo facções na reunião com Trump

7 de maio de 2026

Lula nega discussão sobre terrorismo envolvendo facções na reunião com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (7/5) que a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas, tema sob análise dos Estados Unidos, não foi tratada durante seu encontro com o presidente Donald Trump.

A reunião entre os dois líderes ocorreu na Casa Branca, em Washington, e teve duração aproximada de três horas. Em entrevista coletiva na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos após o encontro, Lula disse: “Não foi discutido isso”. O governo brasileiro rejeita a ideia por considerar que pode haver risco de interferências externas.

Durante o encontro, Lula e Trump debateram uma proposta de cooperação para combater o crime organizado internacional. A sugestão, apresentada em dezembro pelo governo brasileiro ao Departamento de Estado americano, inclui ações para reprimir lavagem de dinheiro e o tráfico internacional de armas.

A cooperação contra essas organizações criminosas foi uma prioridade para o governo brasileiro na visita, com a expectativa de avançar em um acordo bilateral para enfrentar o crime organizado transnacional.

O presidente brasileiro declarou estar “muito satisfeito” com o encontro e afirmou que a reunião representou um avanço importante na consolidação da relação democrática histórica entre Brasil e Estados Unidos.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, informou que Lula propôs a criação de grupos de trabalho em parceria com o governo americano para tratar das questões internas do Brasil e promover outras iniciativas de cooperação.

Lula revelou também que, na próxima semana, o governo brasileiro lançará um plano rigoroso de combate ao crime organizado. “O que estamos propondo é o seguinte: é muito sério. A partir da semana que vem vamos lançar um plano de combate ao crime organizado que é para valer. Quem escapou até semana que vem, tudo bem. Quem não escapou não vai escapar mais”, afirmou.

Esse encontro de trabalho aconteceu em Washington meses após uma reunião anterior na Malásia. A parceria recente entre a Receita Federal do Brasil e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos, visa coordenar esforços de inteligência e ações conjuntas contra o tráfico internacional de drogas e armas. A visita busca ampliar as possibilidades de colaboração entre os dois países.

Créditos: Metropoles

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