Ministro da Fazenda defende mais tributos e restrições para casas de apostas

24 de julho de 2026

Ministro da Fazenda defende mais tributos e restrições para casas de apostas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta sexta-feira (24) que o governo brasileiro deve continuar ampliando a regulamentação e tributação das casas de apostas para desencorajar seu uso pela população.

“Estamos aumentando o tributo porque é justo, devido e serve de desincentivo a um mecanismo que prejudica a vida das pessoas”, afirmou Durigan.

O ministro também reforçou a importância de limitar o acesso às apostas para pessoas em situação de vulnerabilidade financeira. “Quem recebe benefício social, como Bolsa Família ou BPC, não pode apostar. Quem está endividado e participa do programa Desenrola para negociar dívidas também fica proibido de apostar”, disse.

Durigan ressaltou que o governo tem atuado para reduzir a publicidade das apostas no país.

Ao abordar o elevado endividamento das famílias, o ministro defendeu que o governo e o sistema financeiro criem mecanismos para incentivar ou desestimular a contratação de crédito conforme a situação de cada consumidor.

Ele apontou que grande parte das pessoas endividadas contraiu dívidas durante a pandemia e não conseguiu administrá-las, destacando que o cartão de crédito é a principal fonte de endividamento entre os consumidores.

“Ao analisar esses dados, vemos que o cartão de crédito é o maior fator que impacta a vida das pessoas”, observou Durigan, que também mencionou o incentivo do governo para substituir dívidas com juros altos por outras com taxas inferiores por meio do Desenrola.

O ministro afirmou que o governo segue comprometido com o equilíbrio das contas públicas e mencionou a previsão do Tesouro de que a dívida pública deve se estabilizar entre 2029 e 2030.

“A projeção é que em 2027 tenhamos um superávit de 0,5%. Gostaria de fazer mais, talvez com o aumento do preço do petróleo e a eventual diminuição das subvenções”, disse.

Todavia, Durigan destacou que o governo ainda enfrenta desafios importantes, como a política de juros dos Estados Unidos e as incertezas da economia global decorrentes de fatores como a guerra no Irã e tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump.

Créditos: g1

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