Pesquisa Quaest aponta Lula na frente de Flávio Bolsonaro no 2º turno

Pesquisa Quaest divulgada em 10 de junho de 2026 mostra que Lula (PT) lidera a intenção de votos no cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), com 44% contra 38%, respectivamente.
Desde dezembro, a vantagem de Lula sobre Flávio variou, chegando a empate técnico em março. Em abril, Flávio ficou numericamente à frente, e em maio Lula retomou liderança por um ponto.
Nos outros possíveis confrontos de segundo turno, Lula também aparece à frente de Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
A pesquisa destaca que o empate técnico entre Lula e Flávio, registrado em meses anteriores, foi rompido, com Lula abrindo uma vantagem de seis pontos percentuais. No início da série de pesquisas, em agosto de 2025, Lula tinha vantagem de dezesseis pontos, que caiu para dez pontos em dezembro, mês em que Flávio anunciou sua candidatura.
Este levantamento é o primeiro a captar a reação dos eleitores a recentes eventos, como a divulgação das conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, e ações do governo dos EUA, incluindo taxações a produtos brasileiros e a classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Esses eleitores independentes, que representam um terço do total, podem ser decisivos na disputa, não se identificando nem com direita nem esquerda, nem com lulistas ou bolsonaristas.
A pesquisa também identificou melhora na imagem do governo, relacionada a medidas como isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola, voltado para famílias endividadas.
Além disso, houve uma oscilação negativa de Flávio no público de direita não-bolsonarista, que passou de 90% de intenções de voto em abril para 82% neste último mês.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, a piora do cenário para Flávio está associada à repercussão das conversas com Vorcaro.
Sobre as medidas dos EUA, a opinião dos entrevistados está dividida: 45% concordam e 45% discordam da decisão de classificar facções criminosas como terroristas, enquanto 60% acreditam que essa é uma decisão que cabe ao governo brasileiro.
Além disso, 53% consideram que as punições impostas pelos EUA afetarão negativamente empresas e bancos brasileiros.
Quanto às novas tarifas anunciadas pelos EUA, 47% concordam com Lula, que acusa Flávio de influenciar essa decisão; 46% veem as ações como punição dos EUA por causa do PIX; e 36% acreditam que seja retaliação às críticas feitas pelo presidente brasileiro ao governo norte-americano.
O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.
A Quaest também simulou cenários de segundo turno entre Lula e outros candidatos: Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O desempenho de Renan Santos, fundador do MBL e pré-candidato do Missão, chama a atenção.
Créditos: g1