PL votará contra indicação de Jorge Messias ao STF, diz Rogério Marinho

O Partido Liberal (PL) decidiu votar contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da votação ser secreta, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), declarou publicamente sua oposição, afirmando que Messias não contribuirá para melhorar o clima político do país nem para o equilíbrio dos Poderes.
Marinho expressou sua opinião no programa “Direto ao ponto”, da rádio Jovem Pan News, no dia 27. O senador explicou que Messias não ajudará a distender o ambiente político atual e que o Judiciário carece de uma nova postura para preservar a democracia e o equilíbrio entre os Poderes.
Ele destacou que, durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (29), os senadores terão a oportunidade de ouvir o candidato e suas posições, diferente das conversas feitas anteriormente nos gabinetes ou do período em que Messias atuou como advogado-geral da União e assessor de governos passados.
Marinho ressaltou que o Senado não deve nomear alguém para o STF que tenha agido politicamente para censurar adversários do Governo e que não tenha demonstrado a isenção necessária para um magistrado. Para ele, a indicação de Messias aprofunda o aparelhamento do Estado e ameaça o equilíbrio entre os Poderes.
Como integrante da CCJ, Marinho afirmou que fará perguntas relevantes, mas reconheceu que é natural que Messias busque apoio dos senadores durante o processo. Ele também explicou que, por ser líder da oposição e já ter sua posição formada, não considerou necessário receber a visita do indicado.
A sabatina de Jorge Messias está marcada para as 9h de quarta-feira (29), junto com as de Margareth Rodrigues Costa para o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Tarcijany Linhares Aguiar Machado para a Defensoria Pública da União (DPU).
Messias foi indicado para o lugar do ministro aposentado Luís Roberto Barroso. O senador Weverton (PDT-MA) apresentou relatório favorável destacando a formação acadêmica de Messias, a atuação como procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional, além de sua experiência na Casa Civil, Ministério da Educação e Senado.
O governo calcula ter 16 votos a favor da indicação após mudanças na CCJ, como a substituição de senadores críticos por outros favoráveis. Sérgio Moro (PL-PT) criticou essa manobra nas redes sociais, mas as articulações governistas continuam intensas, com mobilização de ministros e senadores para garantir a aprovação durante a sabatina.
Créditos: Tribuna do Norte