Produção de petróleo no RN cai 15% no primeiro trimestre de 2026

14 de maio de 2026

Produção de petróleo no RN cai 15% no primeiro trimestre de 2026

A produção de petróleo no Rio Grande do Norte sofreu uma queda no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025. A extração em terra (onshore) atingiu 2,25 milhões de barris nos três primeiros meses de 2026, contra 2,68 milhões no primeiro trimestre do ano anterior, representando uma redução de 15,85%.

Na produção marítima (offshore), houve também retração: foram extraídos 163 mil barris, inferior aos 192,72 mil barris registrados no mesmo período do ano anterior, caída de 15,42%.

Esses dados foram divulgados em 14 de maio pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Sedec) no Boletim de Petróleo e Gás referente ao 1º trimestre de 2026, que acompanha regularmente a atividade no estado.

Além disso, a produção de gás natural em terra reduziu de 95,32 milhões para 75,93 milhões de metros cúbicos, o que corresponde a uma queda de 20,34%. Já a produção offshore de gás natural teve crescimento de 2,75%, passando de 12,41 milhões para 12,75 milhões de metros cúbicos.

A Sedec atribui essas variações à dinâmica operacional dos campos maduros, principalmente à redução natural da pressão dos reservatórios. O comportamento da produção de gás natural está em grande parte ligado à produção associada ao petróleo e a fatores operacionais específicos.

A secretaria acompanha esses dados e mantém diálogo constante com empresas do setor, ressaltando que as oscilações são características técnicas relacionadas à produção em poços maduros. O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), órgão responsável pelo licenciamento ambiental e vinculado à Sedec, apontou que houve redução na entrada de novos processos prioritários, especialmente em exploração e perfuração de poços, não havendo relação com demora na análise desses processos.

O relatório do Idema indica que o cenário está ligado à diminuição de novos projetos de exploração e perfuração, especialmente vinculados a Licenças Prévias. Não foi identificada paralisação significativa de projetos licenciados anteriormente. Também ocorreram reavaliações por parte das operadoras, resultando no abandono temporário de determinados empreendimentos e no aumento de pedidos de prorrogação de licenças existentes, em lugar da abertura de novos processos.

Um fator relevante nessa redução foi a interdição temporária, no último trimestre de 2025, de instalações operacionais de uma empresa que opera boa parte dos poços maduros ativos no RN. A interdição ocorreu para adequações técnicas decorrentes de auditoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, destacou que o governo mantém acompanhamento constante do setor devido à sua importância na geração de empregos e receita para o Rio Grande do Norte. Ele reforçou que todas as instâncias do governo estão mobilizadas para avaliar ações dentro de sua competência e que a questão é predominantemente técnica, com as empresas empenhadas em superar o cenário.

De modo geral, a Sedec entende que o setor permanece consolidado, com papel importante na economia estadual, e vê oportunidades para ampliar investimentos, recuperar campos maduros e fortalecer a cadeia produtiva de petróleo e gás no estado.

Créditos: tribuna do norte

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