Tarcísio de Freitas destaca a importância de respeitar resultado das urnas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou nesta quarta-feira, 28, que compreende a indignação manifestada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), mas ressaltou ao Estadão que o processo eleitoral foi concluído e que é necessário respeitar o resultado das urnas para seguir adiante.
A declaração surgiu após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta em que inicialmente se autointitulava “verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Em uma versão revisada posterior, o senador ajustou a expressão para “líder” do país.
“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, sua indignação e revolta, que também refletem o sentimento de muitos brasileiros. Porém, o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, afirmou o governador.
O manifesto de Flávio Bolsonaro foi divulgado pelo blogueiro Paulo Figueiredo.
Na carta, Flávio se dirigiu ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o legítimo presidente eleito, agradecendo ainda ao presidente Milei, ao ex-presidente Trump e ao povo americano, valorizando os ideais de liberdade e expressão que compartilha com essas nações.
Flávio acusou o resultado do segundo turno de ser fruto de “fraude eleitoral”, sem apresentar evidências, reiterando o discurso de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022. Neste pleito, o candidato petista foi reeleito com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% de Flávio, totalizando uma diferença de 4,4 milhões de votos.
Por outro lado, Tarcísio de Freitas enfatizou a importância de respeitar o processo democrático.
“O momento requer responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição robusta, apta a cumprir seu papel. É dessa forma, respeitando o processo democrático e atuando dentro das instituições, que fortaleceremos o sistema de freios e contrapesos que sustentam nossa democracia”, disse o governador.
Na terça-feira, 27, Tarcísio já havia publicado um vídeo reconhecendo a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora não tenha citado o presidente diretamente, e defendeu uma “oposição vigilante” ao governo eleito. Ele ressaltou, por seis vezes na gravação, que “a eleição passou”, posicionando-se contra a tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de anular o pleito.
Créditos: Estadão