Equipe investiga formação na Turquia que pode ser a Arca de Noé

Arqueólogos e pesquisadores com ligação ao criacionismo iniciaram novas escavações em uma formação geológica em forma de barco na Turquia, apontada por alguns estudiosos como possível localização da Arca de Noé.
A pesquisa, autorizada pela República da Turquia, é realizada por cientistas da Universidade Cumhuriyet de Sivas em colaboração com o grupo Noah’s Ark Scans, na formação Durupinar, situada perto do Monte Ararat, a aproximadamente 1.920 metros de altitude. A estrutura mede cerca de 157 metros de comprimento.
O projeto busca detalhar um mapeamento de alta resolução da formação, realizar análises geofísicas e investigar a composição do solo para compreender a origem dessa estrutura.
A primeira atenção para a formação Durupinar ocorreu em 1959, quando um capitão do Exército turco identificou por fotos aéreas uma grande estrutura com formato semelhante a um barco. A primeira expedição no local aconteceu em 1960.
Desde então, diversos pesquisadores estudam a área. Nas últimas décadas, as primeiras amostras do subsolo foram coletadas e imagens obtidas por drones indicaram, segundo os especialistas, estruturas lineares e ângulos retos abaixo da superfície.
As próximas etapas da investigação incluirão o uso de perfuração direcionada em anomalias detectadas por técnicas como GPR e ERT. As amostras poderão passar por datação por radiocarbono e câmeras serão usadas para verificar possíveis espaços vazios subterrâneos.
Embora a Noah’s Ark Scans reconheça que ainda não é possível confirmar definitivamente que a formação seja a Arca de Noé, o grupo divulga, em seu site, resultados de pesquisas que apontam para essa possibilidade.
Uma descoberta destacada pelo grupo é a análise laboratoriais de amostras de solo coletadas em 2024. De acordo com os pesquisadores, essas amostras retiradas da formação Durupinar apresentaram cerca de três vezes mais matéria orgânica do que amostras controle coletadas em profundidade semelhante fora da estrutura.
O grupo também ressalta elementos estruturais da formação, como seu comprimento estimado de 157 metros, equivalente a aproximadamente 300 côvados reais egípcios, medida que eles associam à dimensão descrita para a Arca no livro de Gênesis.
Apesar dessas evidências, a pesquisa ainda não determinou que a formação seja a Arca de Noé. Atualmente, o trabalho visa compreender a composição e origem da estrutura e verificar se as anomalias no subsolo têm origem artificial ou natural.
Nas redes sociais, Lauren Witzke, diretora de marketing do projeto, publica imagens e atualizações sobre o andamento das pesquisas. Em uma de suas mensagens, declarou que “quando terminarmos, os currículos universitários precisarão ser reescritos, e o Darwinismo será desmantelado”.
Créditos: iG