PL lança candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em convenção nacional

O Partido Liberal (PL) iniciou na manhã deste sábado (25), em São Paulo, sua convenção nacional para lançar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O evento inclui discursos de lideranças do partido e a participação do presidente da Argentina, Javier Milei.
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, gravou um vídeo exibido durante a convenção, sendo homenageada com um totem no espaço do PL Mulher, apesar de não estar presente fisicamente.
A chegada de Flávio causou tumulto na entrada da convenção, com apoiadores se aglomerando enquanto a segurança informou que o local atingiu sua capacidade máxima de 150 pessoas.
Esta é a primeira vez que Flávio Bolsonaro disputa a Presidência. Ele é senador desde 2018, foi deputado estadual no Rio de Janeiro por quatro mandatos e disputou a prefeitura do Rio em 2016, quando ficou em quarto lugar.
Flávio chegou à convenção sem anunciar oficialmente sua vice, manifestando preferência por uma mulher na chapa, porém a escolha depende das negociações para alianças que também podem ampliar o tempo de propaganda eleitoral.
Partidos como PP, União Brasil e Republicanos indicam neutralidade. O Republicanos poderia indicar Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e coordenadora do núcleo econômico da pré-campanha de Flávio, para a vice.
No PP, o nome cotado é o da deputada federal Simone Marquetto, enquanto a senadora Tereza Cristina descartou compor chapa com Flávio.
O PL, com a maior bancada no Congresso, pode lançar uma chapa apenas com nomes da legenda se não fechar coligações, decisão que deve ser tomada até 15 de agosto.
Antes de Flávio, Renan Santos (Missão) foi anunciado candidato à Presidência com Aroldo Medina de vice.
Empresário e advogado com 45 anos, Flávio foi escolhido pelo pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, para representar a família na eleição. Pesquisa Quaest indicava ele como principal adversário de Lula no 1º turno, alcançando até 33% em maio.
No entanto, após o caso “Dark Horse” envolvendo financiamento de um filme sobre o ex-presidente, sua popularidade caiu para 28%, ficando atrás de Lula em 12 pontos.
O STF autorizou investigações sobre repasses financeiros relacionados ao caso e supostas despesas de seu irmão Eduardo Bolsonaro nos EUA, além de apurar possível desvio de emendas para a produtora do filme.
Além disso, disputas internas com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tem influência entre eleitores femininos e evangélicos, provocaram preocupação entre aliados, mas houve reconciliação recentemente.
Flávio se apresenta como uma versão moderada do pai, mas endureceu o discurso contra o STF após ser proibido de visitá-lo por 90 dias, decisão relacionada à propaganda eleitoral.
Ele também repetiu falsas alegações sobre urnas eletrônicas, como seu pai fez em 2022, o que resultou em inelegibilidade para Jair Bolsonaro.
Acusado em 2020 de envolvimento em esquema de “rachadinha” para desviar salários na Assembleia do Rio, as provas da acusação foram anuladas devido a foro privilegiado.
Durante investigação, comprou uma mansão em Brasília por R$ 6 milhões, financiada pelo BRB, e quitou o empréstimo antecipadamente, segundo documentos de 2024.
Na pré-campanha, Flávio apresentou o programa “Brasil sem Medo” com propostas de endurecimento na segurança pública, e “Brasil por Elas”, voltado ao público feminino, incluindo ampliação do acesso à internet e microcrédito.
Ele também declarou que, se eleito, trabalhará pela anistia do pai, condenado por golpe de Estado, e deseja receber a faixa presidencial do ex-presidente na posse.
Créditos: g1