VIXE: Presidente do TSE dá 24h para Meta enviar relatório sobre canal ‘Exército de Lula’

22 de outubro de 2026

TSE dá 24h para Meta enviar relatório sobre canal 'Exército de Lula'

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta tem 24 horas para enviar um relatório técnico sobre o canal “Exército de Lula”. A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que quer verificar a conformidade da empresa com as regras do tribunal.

Em 11 de outubro, Nunes Marques suspendeu o canal após a campanha de Flávio Bolsonaro alegar desinformação no conteúdo. Contudo, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reativou a página. A campanha do presidente Lula registrou o canal oficialmente na Justiça Eleitoral em 13 de outubro e, no dia 14, Nunes Marques determinou o restabelecimento integral da ferramenta.

Além da Meta, o ministro também requisitou do Google informações sobre possível amplificação coordenada de termos e hashtags entre os dias 18 e 20 de outubro de 2026, verificando o funcionamento do mecanismo de busca, incluindo buscas em alta, sugestões e assuntos do momento.

Na decisão, Nunes Marques explicou que o foco é comparar as providências que a Meta formalmente informou à Justiça Eleitoral e o funcionamento real do mecanismo questionado. O relatório solicitado deve detalhar os critérios técnicos usados para distinguir entre uma “mobilização legítima” e um “comportamento coordenado potencialmente irregular”.

No mesmo dia da determinação, o canal “Exército de Lula” recebeu um vídeo do presidente Lula em formato de selfie, acompanhado da informação de que Lula começaria a integrar o canal. O deputado André Janones, que administra o canal, anunciou que Lula passaria a enviar orientações e distribuir “missões” aos participantes.

Janones relatou, em áudio para os integrantes, ter recebido uma ligação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, e afirmou que Lula estava com o celular em mãos para começar a enviar mensagens diretamente ao canal. Lula foi adicionado como administrador do canal, identificado como “Marechal Lula da Silva”.

Pouco depois, o canal exibiu uma mensagem atribuída a Lula com a palavra “cheguei” acompanhada de um emoji de lula, além do vídeo-celular convidando para uma transmissão ao vivo com Janones prevista para a noite de quinta-feira. Apesar da movimentação, a campanha de Lula ainda não confirmou se a mensagem publicada foi feita pelo próprio presidente.

A disputa judicial em torno do canal começou com a campanha de Flávio Bolsonaro pedindo sua suspensão, alegando que havia divulgação de informações falsas. A suspensão foi determinada por Nunes Marques em 11 de outubro, mas suspensa pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva no mesmo dia, que mandou reativar o canal.

Uma análise técnica do TSE não identificou conteúdos falsos nas publicações que foram examinadas. Em 13 de outubro, Nunes Marques condicionou o funcionamento do canal ao seu registro formal na Justiça Eleitoral, medida cumprida pela campanha de Lula. O canal é administrado por André Janones, que afirmou ter feito o registro apenas para cumprir a determinação, sem assumir a administração direta.

Após nova decisão na noite de 13 de outubro, o canal chegou a sair do ar, mas Nunes Marques determinou no dia seguinte que o Facebook, representante do WhatsApp, restabelecesse integralmente o canal, permitindo novas publicações e entrada de seguidores.

Créditos: g1

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