Fretes no Rio Grande do Norte caem 45% no final de 2025, aponta estudo

25 de fevereiro de 2026

Fretes no Rio Grande do Norte caem 45% no final de 2025, aponta estudo

O volume de fretes no Rio Grande do Norte sofreu uma redução de 45% no último trimestre de 2025, se comparado ao mesmo período de 2024. Essa foi a segunda maior queda entre os estados brasileiros, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul, que registrou recuo de 57%. Os dados constam no relatório Dinâmicas de Preço, Oferta e Demanda do Frete Rodoviário, da plataforma Frete Insights.

No Nordeste, a diminuição no RN superou a média da região, que foi de 19,6%. O relatório mostra ainda que o Rio Grande do Norte representou 1,62% do total de fretes no Brasil nesse trimestre, ocupando a 13ª posição no ranking nacional e o 3º lugar no Nordeste.

Entre os estados nordestinos, Bahia e Pernambuco lideram na representatividade, com índices de 4,30% e 2,75%, respectivamente. Maranhão e Sergipe foram os únicos a apresentar aumento no volume de fretes na região, com alta de 9% cada.

Edson Negrão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas no RN (Sintrocern), aponta que a queda pode ter sido maior entre caminhoneiros autônomos, apesar de também ser notada entre os que trabalham vinculados a companhias de frete. Ele destaca como principal desafio do setor a condição de algumas rodovias do estado.

O caminhoneiro João Ribeiro, de 56 anos, que atua na Central de Abastecimento do RN (Ceasa), relatou que o volume de fretes esteve abaixo do esperado no final do ano passado e que essa situação permanece. Segundo ele, a demanda atualmente está muito baixa e, no dia da entrevista, ainda não tinha conseguido realizar nenhum frete.

A queda no volume de fretes no quarto trimestre de 2025 não é exclusiva do RN. Outros estados nordestinos também registraram recuos: Pernambuco (-8%), Bahia (-11%) e Alagoas (-14%), enquanto Ceará (-30%), Paraíba (-39%) e Piauí (-41%) tiveram as maiores reduções. No país, Mato Grosso (+52%), Mato Grosso do Sul (+32%) e Pará (+20%) apresentaram as melhores variações.

Por regiões, o Centro-Oeste e o Norte tiveram crescimento de 33,6% e 20,1%, respectivamente. Já o Sul teve a maior queda com 33% de redução, e o Sudeste registrou baixa de 10,6%. O relatório indica que o volume de fretes no Brasil está passando por uma reacomodação regional, com maior volatilidade no curto prazo e crescimento concentrado no Centro-Oeste.

Quanto aos valores, o preço dos fretes aumentou em setores como agro (12,6%), indústria (5%) e construção (2,4%). No quarto trimestre, o Brasil combinou o menor volume histórico de fretes com o maior preço já registrado na série, com o preço médio alcançando R$ 0,422, alta de 19% em relação ao mesmo período de 2024 e de 21% frente ao terceiro trimestre de 2025.

Créditos: Tribuna do Norte

Well Lab

Produção de petróleo e gás no RN atinge menor nível desde os anos 1980

21 de fevereiro de 2026

Produção de petróleo e gás no RN atinge menor nível desde os anos 1980

A produção diária de petróleo e gás no Rio Grande do Norte atingiu 33 mil barris em dezembro de 2025, o menor patamar registrado desde a década de 1980.

Esse setor é a principal base econômica do estado, representando mais de 40% do PIB industrial potiguar.

O RN tem campos maduros, que são áreas exploradas há décadas, e que demandam tecnologias mais avançadas e onerosas para manter a produção.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a produção diária em dezembro foi de 33 mil barris, uma queda em relação a outubro, quando era 36 mil barris por dia.

Dez anos atrás, a produção estava quase no dobro do nível atual.

O Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-RN) relaciona essa redução ao avanço da exploração por empresas privadas de menor porte, após a saída da Petrobras dos campos terrestres e de águas rasas.

Marcos Brasil, presidente do Sindipetro-RN, afirmou que as três maiores produtoras do estado não estão investindo o suficiente para aumentar a produção.

Uma das principais companhias do setor no RN reportou que em janeiro produziu cerca de 19 mil barris diários e tem investido em tecnologia para reverter o declínio e ampliar a produção.

Além disso, especialistas destacam que houve queda na cotação internacional do petróleo no final de 2025, o que impacta diretamente a receita do governo estadual e dos municípios produtores, como Mossoró, Macau e Guamaré.

O governo estadual anuncia previsão de R$ 3 bilhões em investimentos na área até 2030.

Especialistas indicam que o aumento dos investimentos e a exploração de petróleo em águas ultraprofundas na margem equatorial podem ajudar a reverter o quadro.

Criste Jones, administrador do setor petrolífero, explica que a expectativa para os próximos 3 a 5 anos é que a margem equatorial traga mais óleo e royalties ao estado, apesar dos desafios nos campos atuais, onde a produção é majoritariamente de água.

Municípios ligados à indústria petrolífera, essencial para o comércio e o emprego local, são os mais afetados pela queda na produção e nos preços do petróleo.

Créditos: G1 Rio Grande do Norte

Restaurante Sertanejo

Vendas de veículos seminovos e usados crescem 25,3% no RN em 2025

19 de fevereiro de 2026

Vendas de veículos seminovos e usados crescem 25,3% no RN em 2025

O mercado de veículos seminovos e usados no Rio Grande do Norte apresentou um aumento de 25,3% em 2025, com um total de 253.056 unidades vendidas. Em 2024, essa quantidade foi de 201.981, conforme dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotivos (Fenauto). Em janeiro de 2026, foram comercializadas 19.241 unidades, uma queda de 22,9% em relação a dezembro de 2025, quando foram vendidas 24.953.

Segundo a Fenauto, no RN em 2025, a maior parte das vendas concentrou-se em veículos usados jovens, com até 4 anos, totalizando 59.657 unidades vendidas. Logo após vieram os veículos usados maduros, com 59.293 vendas, seguidos pelos seminovos, que têm entre zero e três anos, com 45.654 unidades.

Fontes ouvidas pela reportagem destacaram que a retração em janeiro é comum, pois novembro e dezembro historicamente registram o melhor desempenho anual.

Para 2026, a expectativa é de um crescimento de até 20% no setor. Ainda conforme a Fenauto, no acumulado de 2025, os automóveis lideraram as vendas de seminovos no estado com 135.943 unidades, seguidos das motocicletas (83.837), veículos comerciais leves (25.891) e veículos pesados (3.996). Em janeiro de 2026, os automóveis continuaram na liderança das vendas de usados, com 10.715 unidades.

Normando Teixeira, vice-presidente da Associação Norte-Rio-Grandense de Revendedores de Veículos (Anreve), afirmou que o interesse maior é por frotas mais novas, algo que o mercado local consegue atender facilmente, pois a frota apresenta em torno de três anos de uso. Ele também destacou a baixa inadimplência no segmento, que tem beneficiado o setor, com bancos apostando em carteiras mais seguras e aprovação de melhores taxas para o cliente na compra de seminovos.

Teixeira analisou ainda que, apesar da taxa Selic ter se mantido alta durante 2025, ela não foi integralmente repassada ao consumidor do setor, ficando abaixo de 2%, impulsionando o mercado.

O empresário Glauber Santos, de 41 anos, que busca um seminovo, explicou que a principal vantagem é adquirir um veículo com depreciação já ocorrida mas com qualidade semelhante a um carro novo. Ele pretende trocar o veículo em cerca de dois anos e ressalta que busca um modelo com menor quilometragem rodada.

Na Toronto Multimarcas, em Natal, veículos com menores quilometragens são os primeiros escolhidos pelos clientes, segundo Álamo Carlos, sócio da loja. Ele apontou que o seminovo tem a vantagem de ser quase um carro novo, porém com preço menor, exemplificando que um veículo 2025 zero km custa R$ 180 mil, enquanto o seminovo do mesmo modelo sai por R$ 150 mil. Além disso, o custo de emplacamento no carro zero é um fator a mais para o consumidor optar pelo seminovo.

Érick Guilherme, gerente comercial da Nacional Veículos, disse que as expectativas para 2026 são positivas, com múltiplas opções de marcas e formas de aquisição, como financiamento, consórcio ou pagamento à vista, tornando o setor atraente.

Segundo projeções da Anreve, o setor deve crescer entre 15% e 20% em 2026 no Rio Grande do Norte. Normando Teixeira destacou que o crescimento de 2025 superou as expectativas e que 2026 também promete ser um ano de crescimento, embora fatores como as eleições possam influenciar o setor.

Créditos: Tribuna do Norte

Well Farma

FGC antecipa até R$ 1 mil para clientes do Will Bank via aplicativo

14 de fevereiro de 2026

FGC antecipa até R$ 1 mil para clientes do Will Bank via aplicativo

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou a antecipação de pagamentos de até R$ 1 mil para credores do Will Bank. Essa iniciativa poderá beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas e será realizada diretamente pelo aplicativo da instituição.

O montante a ser antecipado soma aproximadamente R$ 200 milhões, com foco principal nos correntistas de baixa renda, público-alvo do banco. Além disso, estão disponíveis R$ 25 milhões em saldos de contas de pagamento, que também poderão ser acessados pelo app do Will Bank.

O Will Bank, que fazia parte do conglomerado do Banco Master, teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em janeiro. Como a consolidação da lista completa dos credores ainda está em andamento, o FGC decidiu antecipar os pagamentos para clientes com valores cobertos pela garantia até R$ 1 mil.

Clientes com valores superiores a R$ 1 mil ou que investiram por meio de plataformas devem aguardar a conclusão da lista de credores para solicitar o ressarcimento pelo aplicativo oficial do FGC.

O FGC também atualizou o balanço das liberações relacionadas às liquidações do Banco Master, Master Investimento e Letsbank. Até o momento, foram liberados R$ 37 bilhões em garantias, o que corresponde a 91% do total previsto. Cerca de 9% dos investidores ainda não iniciaram o pedido de ressarcimento.

Diferentemente de um banco tradicional, o Will Bank operava como financeira e instituição de pagamento, oferecendo contas de pagamento. Nessa modalidade, os saldos dos clientes ficam depositados em contas específicas no Banco Central e não podem ser usados pela instituição para operações típicas de banco comercial, como concessão de crédito.

Parte dos valores dos clientes era investida automaticamente em Certificados de Depósito Bancário (CDB), que também contam com a cobertura do FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF.

De acordo com o Banco Central, os recursos das contas de pagamento permanecem separados do patrimônio da instituição, garantindo o ressarcimento aos clientes.

O limite geral de cobertura do FGC é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, mas nesta fase inicial, a antecipação está limitada a R$ 1 mil por cliente.

O FGC e o Will Bank alertam para possíveis tentativas de golpe, informando que não solicitam dados pessoais, senhas ou códigos por telefone, mensagens ou redes sociais. Não existem intermediários autorizados para agilizar ou facilitar pagamentos. Os clientes devem utilizar apenas os canais oficiais para esclarecer dúvidas ou realizar solicitações.

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, fundada em 1995 para proteger depositantes e investidores em casos de quebra de instituições financeiras autorizadas a operar no Brasil, com cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme regulamentos vigentes.

Créditos: Tribuna do Norte

QFome App

Decreto altera regras do vale-alimentação e vale-refeição no Brasil

12 de fevereiro de 2026

Decreto altera regras do vale-alimentação e vale-refeição no Brasil

O vale-alimentação e o vale-refeição, componentes do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), passaram a vigorar com novas normas.

As mudanças estão estipuladas no Decreto nº 12.712, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 11 de novembro, impactando toda a cadeia do setor. A principal modificação limita as taxas cobradas pelas operadoras, acelera o repasse dos pagamentos e permite que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha.

Desde 10 de fevereiro de 2026, as novas regras entraram em vigor, beneficiando trabalhadores, empresas contratantes e estabelecimentos receptores dos pagamentos.

Um destaque é o prazo para o repasse do valor pago às empresas, que agora deve ocorrer em até 15 dias corridos, enquanto anteriormente podia levar cerca de 30 dias ou até mais.

O valor do benefício e seu uso, restrito à compra de alimentos, permanecem inalterados.

Conforme o Ministério do Trabalho e Emprego, estas medidas visam reduzir abusos, uniformizar as práticas entre operadoras, oferecer maior previsibilidade para os comerciantes e assegurar que o benefício seja usado exclusivamente para alimentação.

O decreto também prevê a implementação gradual de novas medidas até novembro de 2026.

A partir de 10 de maio, o cartão terá maior flexibilidade, pois poderá ser aceito em diversas maquininhas, independentemente da bandeira ou da empresa emissora. Essa integração será concluída em novembro, quando todos os cartões do PAT deverão funcionar em qualquer terminal do país.

Além disso, o decreto redefine o uso das redes fechadas, que limitam o uso dos vales a estabelecimentos credenciados por uma única operadora. Essa prática continuará permitida para operadoras com até 500 mil trabalhadores, mas deverá ser eliminada em até 180 dias por empresas maiores.

Contratos que não se adequarem às novas regras não poderão ser renovados. Também foram estabelecidos prazos de 90, 180 e 360 dias para adaptação conforme o tipo de exigência.

Outra alteração significativa é o fim das vantagens financeiras entre empregadores e operadoras, como devoluções, bonificações, descontos e estratégias de marketing, que desequilibravam a concorrência.

O governo entende que as mudanças reforçam a segurança do programa, minimizam fraudes e garantem que os recursos sejam utilizados apenas na alimentação, evitando usos em academias, farmácias ou serviços de saúde.

O PAT completa 50 anos em 2026, e o governo considera essas atualizações essenciais para acompanhar as transformações tecnológicas e econômicas do setor.

Créditos: g1

Sidy's Tv e Internet

Arquivos indicam que Jeffrey Epstein possuía CPF ativo no Brasil desde 2003

12 de fevereiro de 2026

Arquivos indicam que Jeffrey Epstein possuía CPF ativo no Brasil desde 2003

Arquivos recentes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que o bilionário Jeffrey Epstein possuía um CPF ativo no Brasil.

O g1 confirmou que o CPF de Epstein foi registrado na Receita Federal em 2003 e permanece com situação regular.

Em 2011, Epstein discutiu com a empresária Nicole Junkermann, investidora alemã cujo nome aparece em documentos ligados ao caso, a possibilidade de obter a cidadania brasileira.

A Receita Federal informou que estrangeiros podem solicitar CPF, conforme a Instrução Normativa 2.172/2024, mas não comentou o caso específico de Epstein. O órgão ressaltou que apenas pessoas habilitadas podem requerer medidas relacionadas ao CPF de uma pessoa estrangeira falecida, como é o caso de Epstein.

O bilionário esteve envolvido em um escândalo judicial nos EUA, acusado de tráfico sexual de menores e outros crimes. As primeiras denúncias datam de 2005, após investigação da polícia de Palm Beach, Flórida, sobre abuso sexual de menores.

Epstein afirmou à época que os encontros foram consensuais e que acreditava que as vítimas tinham 18 anos. Contudo, a acusação afirma que entre 2002 e 2005 o bilionário abusou ou recrutou menores para atos sexuais.

Em 2008, ele se declarou culpado por exploração de menores, cumpriu 13 meses de prisão e pagou indenizações às vítimas. Contudo, em 2019, um juiz federal declarou o acordo ilegal e Epstein foi preso novamente por abuso de menores e por operar uma rede de exploração sexual.

Segundo as acusações, ele pagava para meninas menores irem até seus imóveis e realizarem atos sexuais, e recrutava outras garotas. Diversas mulheres afirmaram que foram obrigadas a prestar serviços sexuais a Epstein e convidados em seus imóveis nos EUA e em uma ilha no Caribe.

O governo dos EUA atribui a Epstein exploração sexual de mais de 250 meninas menores de idade.

Promotores federais defendiam a detenção de Epstein até o julgamento devido à sua riqueza, posse de aviões privados e conexões internacionais, que poderiam facilitar fuga.

Epstein foi encontrado morto na prisão em agosto de 2019; a autópsia concluiu suicídio. Dois dias antes, assinou testamento com patrimônio superior a US$ 577 milhões.

Após sua morte, as acusações contra ele foram retiradas, mas procuradores afirmaram que outras pessoas ligadas ao esquema poderiam ser responsabilizadas, e advogados das vítimas prometem buscar indenizações.

A divulgação dos documentos inclui uma lista de arquivos denominados “Arquivos diversos” relacionados a Epstein, entre eles menções ao seu CPF brasileiro, e-mails trocados com Nicole Junkermann sobre cidadania e outras informações relevantes ao caso.

Créditos: g1

Academia Noova

RN é o 5º estado do Nordeste com maior custo de vida, aponta pesquisa

12 de fevereiro de 2026

RN é o 5º estado do Nordeste com maior custo de vida, aponta pesquisa

O custo médio mensal de vida dos potiguares é de R$ 2.550, envolvendo gastos com moradia, contas de água, luz, internet e streaming, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras variadas como calçados e cosméticos, além de serviços e cuidados pessoais. Esse valor posiciona o Rio Grande do Norte como o quinto estado do Nordeste com maior custo de vida, atrás da Bahia (R$ 3.210), Pernambuco (R$ 2.840), Paraíba (R$ 2.820) e Piauí (R$ 2.690).

Esses dados são da pesquisa “Custo de Vida no Brasil”, realizada pela Serasa em parceria com o instituto Opinion Box. Averigua-se que o custo médio mensal por pessoa no país é de R$ 3.520. No Rio Grande do Norte, as despesas mais significativas concentram-se no supermercado (R$ 870), na moradia (R$ 790) e em contas recorrentes de serviços como água, luz, internet e streaming (R$ 370).

O economista Thales Penha, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), destaca que gastos elevados nesses itens essenciais podem limitar o consumo de outros bens. Ele afirma que, diante de custos médios superiores ao salário mínimo, muitas famílias precisam optar por produtos alimentícios de menor qualidade.

Além disso, Penha comenta que há uma tendência a escolher moradias mais distantes de áreas com boa infraestrutura para pagar aluguéis mais acessíveis. Ele explica que o orçamento apertado conduz ao consumo de bens substitutos, como trocar manteiga por margarina ou carne por ovo, e também à preferência por alimentos ultraprocessados em lugar dos frescos. Essa situação ainda incentiva mudanças para periferias, afastando-se de infraestruturas públicas de qualidade.

Nathália Fernandes, especialista em educação financeira da Serasa, afirma que o planejamento é fundamental diante dessas condições. Segundo ela, quando as despesas essenciais ocupam grande parte do orçamento, sobra pouco espaço para imprevistos, o que torna o controle financeiro imprescindível para evitar o endividamento.

A pesquisa também aponta que os potiguares gastam, em média, R$ 290 mensais com transporte e lazer, R$ 420 com saúde e atividade física, R$ 240 com compras diversas, e R$ 120 com serviços e cuidados pessoais, incluindo barbearia, manicure e tratamentos estéticos.

Sobre as variações regionais, o custo médio nacional em supermercado é de R$ 930, sendo mais alto no Sul (R$ 1.110) e mais baixo no Nordeste (R$ 780). Nas contas recorrentes, a média brasileira é R$ 520, com o Centro-Oeste liderando (R$ 590) e o Nordeste com R$ 420. O custo com moradia varia bastante: média nacional de R$ 1.100, com o Sul mais elevado (R$ 1.310) e Nordeste o mais baixo (R$ 800).

No transporte, o brasileiro desembolsa R$ 350 em média; no Sul, R$ 410; e no Nordeste, R$ 270. Com saúde e atividade física, a média nacional é de R$ 540, com Sul e Sudeste em R$ 560, e Norte em R$ 460; o Nordeste registrou R$ 470. Para lazer, a média é de R$ 340, com Sul mais alto (R$ 400) e Nordeste mais baixo (R$ 270). Na educação, o gasto médio nacional é de R$ 620, com Sudeste (R$ 730) e Sul (R$ 700) à frente, e Norte com R$ 420. Compras gerais alcançam R$ 390 de média nacional, com o Norte acima desse valor (R$ 430).

Nathália Fernandes observa que as diferenças regionais refletem o contexto econômico local e que em áreas com preços mais elevados, as despesas básicas consomem maior parcela da renda disponível.

Apesar do custo elevado, apenas 10% dos brasileiros cogitam mudar de cidade em 2026 para reduzir despesas. A principal dificuldade está em reorganizar o orçamento familiar, já que os gastos médios ultrapassam o salário mínimo projetado. Por isso, o planejamento financeiro, o controle dos gastos e o cuidado com o orçamento são essenciais para evitar dívidas e equilibrar as contas.

Créditos: Tribuna do Norte

Wheyz

Setor hoteleiro do RN projeta 79% de ocupação no Carnaval de 2026

1 de fevereiro de 2026

Setor hoteleiro do RN projeta 79% de ocupação no Carnaval de 2026

O setor hoteleiro do Rio Grande do Norte prevê uma taxa média de ocupação de 79% durante o Carnaval de 2026. Essa estimativa foi obtida por meio de uma pesquisa espontânea realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN) com seus associados. O índice representa uma queda de sete pontos percentuais em comparação com 2025, quando a ocupação foi de 85%.

O presidente da ABIH-RN, Edmar Gadelha, atribui essa redução aos desafios enfrentados pelo turismo no estado, principalmente no que diz respeito à competitividade. Ele destaca a escassez de conectividade aérea, agravada pelo aumento nos preços das passagens para o destino Rio Grande do Norte, como um fator que impacta negativamente o fluxo de turistas e compromete o crescimento dos setores hoteleiro e turístico.

Segundo Gadelha, Natal mantém uma demanda turística significativa durante o Carnaval devido ao fácil acesso às praias urbanas e à oferta programática. Além da capital, outras cidades do estado também atraem turistas nesse período, como São Miguel do Gostoso, Pipa (Tibau do Sul), Mossoró e Caicó.

Antônio Neto, presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem no RN (ABAV-RN), afirma que as expectativas para o Carnaval são positivas. Ele explica que o evento se sustenta em três pilares principais: alta ocupação hoteleira, malha aérea reforçada e fluxo regional robusto, que costuma definir as viagens próximo à data.

Neto ressalta que Natal é um destino consolidado para o verão, com apelo de praia e boa estrutura hoteleira, o que favorece a procura durante o período carnavalesco. O Carnaval ocorre no final da alta estação, mantendo o destino em evidência, sustentando a malha aérea e melhorando as conversões de vendas, devido à demanda já instalada.

Para turistas regionais, especialmente do Nordeste, Gadelha pontua que a continuidade do verão é relevante, tornando o Rio Grande do Norte uma alternativa próxima e acessível, compensando os altos custos das passagens aéreas.

Esse efeito prático se manifesta quando a hotelaria inicia o período com bons níveis de ocupação e as companhias aéreas ampliam assentos e voos para a região durante o Carnaval, reforçando o fluxo turístico, acrescenta Antônio Neto.

Contudo, Gadelha ressalta que a expectativa para o número de turistas no Carnaval deste ano é moderada, citando os preços das passagens como limite para a chegada de visitantes ao estado. Isso provoca uma maior interiorização e regionalização do turismo, com forte crescimento de turistas do Nordeste que chegam ao Rio Grande do Norte principalmente por via rodoviária.

O diretor-presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), Raoni Fernandes, também destaca a influência do turismo regional no Carnaval do estado, especialmente deslocamentos das cidades do interior do Rio Grande do Norte e de estados vizinhos.

Fernandes comenta que o Carnaval acrescenta um fator a mais para atrair turistas e estender a permanência no estado. Ele enfatiza que o período atual corresponde à maior alta temporada dos últimos 12 anos, com o Carnaval se destacando pela folia, festa e animação.

Segundo ele, o evento atrai um público jovem e internacional, principalmente argentinos. O Rio Grande do Norte possui um dos carnavais mais tradicionais e expressivos do Nordeste, como o de Caicó, conta ainda com grandes festas no interior e um Carnaval cada vez mais forte em Natal.

Créditos: Tribuna do Norte

Well Lab Isaac Nutri

FGC investiga Nubank, BTG e XP em ação sobre Banco Master

29 de janeiro de 2026

FGC investiga Nubank, BTG e XP em ação sobre Banco Master

O caso relacionado ao Banco Master apresentou novos desdobramentos, com Nubank, XP Investimentos e BTG Pactual Digital sendo citados em uma ação judicial que investiga o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como argumento comercial na oferta de CDBs emitidos pelo banco de Daniel Vorcaro. O Nubank afirmou ao TechTudo que não tem relação com o Banco Master e que todas as suas atividades seguem rigorosamente as normas regulatórias vigentes. BTG Pactual Digital optou por não comentar a ação, enquanto a XP ainda não respondeu ao contato.

A ação civil pública foi movida pela Abradecont (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e do Trabalhador) e está na 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde o Ministério Público estadual analisará o caso. O objetivo é apurar possíveis falhas na comunicação de riscos na venda dos CDBs do Banco Master e o uso abusivo do FGC como argumento comercial.

Dados indicam que a XP liderou as vendas desses CDBs, com aproximadamente R$ 26 bilhões, o BTG distribuiu cerca de R$ 6,7 bilhões, e o Nubank teve participação de R$ 2,9 bilhões, parte herdada da Easynvest. Juntas, essas instituições foram responsáveis por R$ 35,6 bilhões dos R$ 40,6 bilhões que acionaram o FGC, representando quase todo o volume emitido pelo Banco Master.

A Abradecont pede a constituição de uma caução proporcional ao volume vendido — 65% para a XP, 25% para o BTG e 10% para o Nubank — para garantir eventual ressarcimento aos investidores. Mais de 800 mil investidores pessoas físicas foram atingidos, apesar de mais de 99% estarem protegidos pelo FGC, visto que investiram valores abaixo do teto de R$ 250 mil por CPF.

O Nubank não participou da gestão nem da liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025. A relação do banco digital com o caso resume-se à oferta de CDBs do Banco Master em sua plataforma, e o debate central é sobre eventual propaganda abusiva ao destacar o FGC como principal segurança, fato que pode ter levado clientes a acreditarem em baixo risco dos investimentos. Em nota ao TechTudo, o Nubank informa que a oferta de novos CDBs emitidos pelo Banco Master foi encerrada em 2024.

Até o momento, não há indícios de que o Nubank esteja prestes a encerrar suas operações. Rumores de fechamento começaram a circular após a liquidação extrajudicial do Will Bank, instituição ligada ao Banco Master que enfrentou problemas financeiros graves e teve sua licença operacional perdida. Nubank classificou essas notícias como fake news, negando qualquer risco de fechamento, saída do Brasil ou falência.

Em contato com o TechTudo, o Nubank reforçou que não possui relação societária com o Banco Master e mantém conformidade regulatória em todas as suas atividades. No comunicado, o Nubank destaca que não utiliza assessores de investimento, garantindo autonomia total aos clientes para escolher produtos via aplicativo.

Informações foram coletadas com Nubank, Época Negócios, Pipeline e E-Investidor.

Créditos: TechTudo

Restaurante Sertanejo

Copom deve manter taxa Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026

28 de janeiro de 2026

Copom deve manter taxa Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (28) e é esperado que mantenha a taxa básica de juros da economia em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.

Essa previsão é a mais aceita entre economistas do mercado financeiro, e caso se confirme, será a quinta vez consecutiva que a taxa Selic permanece inalterada. O Banco Central divulgará a decisão após as 18h.

A taxa básica de juros é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar as pressões inflacionárias, que impactam especialmente a população de menor renda.

Os economistas do mercado financeiro projetam que a Selic começará a ser reduzida somente em março deste ano, quando passaria a ser de 14,5% ao ano.

Para definir a taxa de juros, o Banco Central trabalha com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estiverem alinhadas às metas, a tendência é a redução dos juros; se estiverem acima, o Copom tende a manter ou aumentar a Selic.

O Banco Central tem dito que uma desaceleração econômica, ou seja, um crescimento mais lento, faz parte da estratégia para conter a inflação.

Com um ritmo econômico menor, as pressões inflacionárias diminuem, especialmente no setor de serviços.

Na ata da última reunião, divulgada em dezembro, o Banco Central informou que o “hiato do produto” continua positivo, o que indica que a economia está operando acima do seu potencial de crescimento sem amplificar a inflação.

Sérgio Samuel dos Santos, economista e especialista em fundos e previdência do Sistema Ailos, acredita que o Copom será conservador e cauteloso em janeiro, mantendo a Selic em 15% ao ano.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, também prevê a manutenção da taxa em 15% nesta quarta-feira. Segundo ele, o Banco Central deve esperar confirmação dos indicadores econômicos antes de iniciar o processo de redução da Selic.

Créditos: G1

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