Refinaria Clara Camarão aumenta preços da gasolina e diesel no RN

30 de abril de 2026

Refinaria Clara Camarão aumenta preços da gasolina e diesel no RN

A atualização semanal da refinaria Clara Camarão, em Guamaré, revelou um aumento nos preços da gasolina A e do diesel A S500 nas duas modalidades comercializadas no Rio Grande do Norte. Os dados, divulgados em 30 de abril pela Brava Energia, interrompem a sequência de estabilidade e quedas constatadas nas últimas semanas.

A gasolina A subiu R$ 0,25, saltando de R$ 3,77 para R$ 4,02 por litro. Desde 5 de fevereiro, seu preço acumula uma alta de R$ 1,51, equivalente a 60,15% em 84 dias.

O diesel A S500 também teve aumento nas duas modalidades. Na modalidade EXA, passou de R$ 5,24 para R$ 5,56, aumento de R$ 0,32 por litro, o que representa R$ 2,28 a mais desde fevereiro, uma alta de 69,51%. Na modalidade LCT, o preço subiu de R$ 5,25 para R$ 5,78, acréscimo de R$ 0,53 e aumento acumulado de R$ 2,48, ou 75,15% no mesmo período.

Esses valores referem-se à comercialização na refinaria e podem variar até o consumidor final devido a transporte, tributação e margens dos postos.

Segue o detalhamento semanal dos preços desde 5 de fevereiro:

Gasolina A: aumento de R$ 1,51 (60,15%) em 84 dias, iniciando em R$ 2,51 em 5 de fevereiro, passando por várias elevações e pequenas quedas, chegando a R$ 4,02 em 30 de abril.

Diesel A S500 – modalidade EXA: alta total de R$ 2,28 (69,51%) no período, começando em R$ 3,28, com oscilações semanais, ficando em R$ 5,56 no último dia do levantamento.

Diesel A S500 – modalidade LCT: aumento acumulado de R$ 2,48 (75,15%), com valores partindo de R$ 3,30, mantendo-se estável ou subindo em algumas semanas, alcançando R$ 5,78 no fim de abril.

Esses preços refletem apenas o valor na refinaria e podem variar no varejo por fatores como transporte, impostos e margem dos postos.

Créditos: Tribuna do Norte

Well Lab

Copa do Mundo 2026 movimenta comércio do Alecrim e anima lojistas em Natal

30 de abril de 2026

Copa do Mundo 2026 movimenta comércio do Alecrim e anima lojistas em Natal

A movimentação típica do comércio do Alecrim em Natal já apresenta novidades a menos de dois meses para a abertura da Copa do Mundo de 2026, marcada para 11 de junho. A expectativa pelo hexacampeonato do Brasil também impulsiona o varejo local.

Leonardo Ramos, gerente do Ponto dos Botões no Alecrim, destaca que os clientes começaram a pesquisar preços de artigos decorativos, acessórios para casa e enfeites para cabelos. “Já estamos vendo uma procura maior por bandeirinhas gerais e bandeiras para carros, e esperamos um aumento significativo nas compras quando o evento se aproximar”, explica.

Beatriz Santana, dona de casa de 54 anos, ainda não comprou produtos temáticos, mas já pesquisa valores e mantém o ânimo, pois a decoração em época de Copa é tradição para sua família. Ela também tem um comércio que decora para a ocasião e considera o momento uma festa para todos.

Sua filha, a confeiteira Natália Cristina, 27 anos, revela que também iniciou pesquisas para as compras. “Meu marido não perde um jogo e toda a família se reúne. Gosto de decorar com bandeirinhas e vamos nos preparar para torcer pelo Brasil”, conta.

No Shopping do Alecrim, Débora Layne, vendedora da D’Love Moda Feminina, informa que datas sazonais são importantes para o comércio e a procura já começou pelas peças com tema da Copa, como camisetas e blusas femininas, com preços a partir de R$ 30. Segundo ela, apesar do desânimo com resultados passados, o comércio deve acreditar na força desse período.

Nos camelódromos, o verde e amarelo predominam com produtos de decoração, beleza e vestuário, incluindo camisetas para todas as idades, biquínis e conjuntos, a partir de R$ 20. O comerciante Lucas Renan observa que a tradicional camiseta amarela vem sendo substituída pela cor azul, preferida do público. Ele espera que as vendas aumentem na reta final, pois muitos deixam para comprar na última hora.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL) mantém uma expectativa otimista para as vendas durante a Copa. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o SPC Brasil, indica que 33% dos empresários do comércio e serviços acreditam em aumento das vendas, com uma média projetada de 27% de crescimento no faturamento.

Além disso, aproximadamente 72% dos consumidores afirmam que irão gastar a mais durante a Copa, principalmente com alimentação, bebidas e momentos sociais.

José Lucena, presidente da CDL Natal, destaca que o evento promove engajamento coletivo, estimula encontros sociais e impulsiona segmentos como consumo doméstico, lazer e alimentação. Há crescimento na procura por bandeiras, roupas temáticas e artigos para confraternização, que também beneficiam bares, restaurantes e o comércio local adaptado para essa demanda festiva.

Matheus Feitosa, presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), acrescenta que o comércio aposta na fidelidade dos clientes para superar desafios, incluindo a concorrência do e-commerce. Muitas lojas têm investido em vendas digitais e manutenção do atendimento presencial. A combinação de tradição, inovação e expectativa pela Copa contribui para uma perspectiva promissora de aumento nas vendas.

Créditos: Tribuna do Norte

Restaurante Sertanejo

RN lidera Nordeste em dívida média por empresa, aponta Serasa

29 de abril de 2026

RN lidera Nordeste em dívida média por empresa, aponta Serasa

O Rio Grande do Norte destaca-se no Nordeste pelo peso da inadimplência empresarial, não apenas pelo número de empresas em atraso. Em fevereiro de 2026, o estado contabilizou 90.093 CNPJs inadimplentes e R$ 1,82 bilhão em débitos.

O RN lidera a região em dívidas médias por empresa, registrando R$ 20,2 mil, além de apresentar 6,1 pendências por CNPJ e um ticket médio de R$ 3.337,11. Os dados são do Indicador de Inadimplência das Empresas, divulgado pela Serasa Experian.

Enquanto estados como Bahia, Pernambuco e Ceará acumulam maior volume de empresas inadimplentes, eles não chegam ao mesmo patamar de comprometimento financeiro por empresa que o Rio Grande do Norte.

A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, destaca que a análise da inadimplência deve considerar não só o número de empresas, mas também a gravidade das dívidas. Segundo ela, o cenário do RN revela inadimplência concentrada em empresas com dívidas elevadas.

Este padrão é especialmente relevante em economias com forte presença de pequenos negócios, onde múltiplas dívidas por empresa, somadas a valores expressivos, pressionam significativamente o caixa e dificultam a recuperação.

No contexto nacional, o Brasil registrou 8,8 milhões de empresas inadimplentes em fevereiro, com 60,7 milhões de dívidas que somam R$ 204,6 bilhões, um aumento em relação ao ano anterior, quando o total era de R$ 164,2 bilhões.

Camila Abdelmalack relaciona esse crescimento às condições de crédito atuais, marcadas por juros elevados, oferta mais seletiva e dificuldades para renovação de dívidas.

Apesar da redução na taxa Selic, o custo do crédito permanece alto devido a riscos percebidos, juros futuros e condições das instituições financeiras. Isso reduz a capacidade das empresas de reestruturar suas finanças, renegociar dívidas ou ampliar prazos, o que causa acúmulo dos passivos atrasados.

Além do aumento no número de inadimplentes, há um agravamento qualitativo, com dívidas mais concentradas e persistentes. Em média, cada empresa inadimplente no país tem cerca de sete pendências.

A economista salienta que a regularização financeira nesse contexto depende de uma reorganização ampla do passivo e do fluxo de caixa, e não apenas de pagamentos pontuais.

No Brasil, o setor de serviços concentra 55,4% das empresas inadimplentes, seguido pelo comércio (32,6%), indústria (8,1%) e setor primário (0,9%). Micro e pequenas empresas respondem por 95,2% dos CNPJs inadimplentes, fato que aumenta sua vulnerabilidade devido a menor acesso a crédito e maior dependência de capital de giro.

A inadimplência permanece próxima dos maiores níveis históricos, sem sinais claros de reversão no curto prazo, configurando um ciclo prolongado de crédito restritivo.

No Nordeste, havia 1,17 milhão de empresas inadimplentes em fevereiro, com 6,03 milhões de dívidas totalizando R$ 17,6 bilhões. Bahia lidera em volume de empresas inadimplentes com 324.175 CNPJs, seguida por Pernambuco (211.014) e Ceará (185.396).

Em valores absolutos, esses estados concentram R$ 4,23 bilhões, R$ 3,19 bilhões e R$ 2,75 bilhões em dívidas, respectivamente.

Embora o RN tenha menos empresas inadimplentes que esses estados, destaca-se pela maior intensidade e número médio de dívidas por empresa.

Outros estados da região apresentam dívida média inferior, como Alagoas, com R$ 10.995,59, quase metade da média do RN.

O Nordeste segue atrás do Sudeste, que concentra 4,89 milhões de inadimplentes, e do Sul, com 1,49 milhão, no ranking nacional.

O total das dívidas das empresas brasileiras cresceu consideravelmente no último ano, enquanto a média por empresa permaneceu próxima a R$ 23,2 mil e o ticket médio está em torno de R$ 3.370, valor próximo ao do Rio Grande do Norte.

Créditos: tribuna do norte

Well Farma

Aneel anuncia bandeira amarela para contas de luz em maio

26 de abril de 2026

Aneel anuncia bandeira amarela para contas de luz em maio

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou nesta sexta-feira (24) que a bandeira tarifária para maio será amarela, indicando aumento nas contas de luz no próximo mês.

Os consumidores terão um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

De acordo com a Aneel, a mudança ocorre devido à diminuição das chuvas na transição do período chuvoso para o seco, reduzindo a geração hidrelétrica e aumentando o acionamento de usinas termelétricas, que têm custo maior.

Esta é a primeira alteração na bandeira tarifária em 2026, após o período de janeiro a abril em que a bandeira permaneceu verde, refletindo condições favoráveis de geração.

Com a bandeira amarela acionada, a Aneel ressalta a importância de os consumidores adotarem hábitos conscientes de consumo para evitar desperdícios e colaborar com a sustentabilidade do setor elétrico.

Alan Henn, CEO da Voltera, alerta que consumidores cativos devem avaliar o impacto da energia em seus planejamentos financeiros.

“Considerando o histórico recente das bandeiras, há possibilidade de alternância entre bandeiras amarela e vermelha até o fim do ano, o que pode pressionar ainda mais os gastos”, afirmou.

Sérgio Pataca, coordenador de mercado de energia da Fiemg, comenta que o anúncio confirma uma mudança importante no cenário hidrológico.

“O período seco que inicia no Sudeste, região dos principais reservatórios do país, diminui a capacidade de recuperação dos níveis e começa a encarecer o custo de geração”, explicou.

A Fiemg destaca que o quadro climático ainda é indefinido, sem confirmação do El Niño, aumentando a incerteza sobre as chuvas nos meses seguintes.

“Esse conjunto de fatores eleva o risco de acionamento de usinas mais caras e a possível elevação da bandeira para o nível vermelho no início do segundo semestre”, alertou Pataca.

Créditos: CNN Brasil

QFome App

APENAS: Aura Minerals vale 9 bilhões de dólares na bolsa e valorizou 386% nos últimos 12 meses

16 de abril de 2026
Imagem aérea do projeto Borborema, em Currais Novos (Foto: Reprodução)

A Aura Minerals, responsável pelo projeto Borborema de exploração de ouro em Currais Novos, ostenta números impressionantes em relação a seu valor na bolsa de valores.

Uma matéria do portal Brazil Journal tratou do tema, mostrando que a mineradora já vale 9 bilhões de dólares na Bolsa, valor que supera gigantes como Ternium, Gerdau, CSN e Usiminas.

A Aura valorizou impressionantes 91% desde o início deste ano e 386% nos últimos doze meses, levando muitos a acreditar que o ciclo de alta já se exauriu.

Ainda assim, o BTG estima um crescimento significativo pela frente, com a produção da Aura devendo atingir cerca de 600 mil onças até 2030, comparado com as 368 mil onças este ano.

Sidy's Tv e Internet

Brasil lidera produção mundial de café com mais de 35 regiões produtoras

14 de abril de 2026

Brasil lidera produção mundial de café com mais de 35 regiões produtoras

No Dia Mundial do Café, o Brasil destaca-se como líder mundial na produção e exportação do grão. Nos últimos vinte anos, avanços em pesquisas e mudanças no manejo elevaram de cinco para 35 as regiões do país que cultivam café.

Essa expansão veio acompanhada de maior investimento em qualidade, com associações e cooperativas adotando plantios sustentáveis para atender aos paladares mais exigentes, incluindo chefs de Estado. Para a safra 2026/27, o Brasil deve manter a liderança mundial na cafeicultura, representando cerca de 40% da produção global.

O crescimento da produção, diversificação regional, foco na qualidade e estratégias de mercado reforçam a posição do país como potência global nesse setor. Essa fase de expansão visa garantir a competitividade brasileira nos próximos anos, com ampla variedade de produtos e destinos.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26, já colhida, atingiu 66,2 milhões de sacas, entre arábica e conilon, aumento de 17,1% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada também cresceu, somando 1,93 milhão de hectares, alta de 4,1%.

Globalmente, a consultoria StoneX projeta produção de 182,5 milhões de sacas para a safra 2026/27, das quais 75,3 milhões devem ser brasileiras, cerca de 41,3% da oferta mundial, impulsionadas por uma safra considerada “super safra”.

O Brasil é ainda o maior exportador, com embarques médios anuais de aproximadamente 40 milhões de sacas, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), garantindo sua liderança mundial.

Um diferencial importante do café brasileiro é sua ampla distribuição geográfica. Levantamento da Brazil Specialty Coffee Association (BSCA) mostra que o país possui mais de 35 regiões produtoras, número superior ao total de estados brasileiros, refletindo na diversidade de perfis sensoriais e qualidade.

Atualmente, 14 indicações geográficas brasileiras são reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), valorizando as origens e particularidades dos cafés, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Minas Gerais permanece como principal produtor de café arábica, que produz grãos mais doces destinados à exportação. Já o Espírito Santo lidera na produção de conilon, um café mais encorpado, muito utilizado em blends e na indústria.

Novas áreas também ganham relevância no cultivo. A região amazônica destaca-se com sistemas agroflorestais e a produção do robusta amazônico, muitas vezes cultivado por comunidades indígenas, que agregam valor ambiental e social à cadeia produtiva.

No comércio exterior, o país busca diversificar mercados além dos tradicionais. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos promove iniciativas como o projeto “Brazil: The Coffee Nation”, com prazo até 2027, focado em cafés especiais em países com baixo volume de importação brasileira.

Os principais compradores continuam sendo Alemanha e Estados Unidos, embora recentes alterações tarifárias tenham reduzido a competitividade brasileira no mercado americano, que perdeu liderança entre os destinos. Com a revisão dessas tarifas, o setor espera retomar a demanda dos EUA.

A pesquisa tecnológica é fundamental para o crescimento do setor, com institutos como o Instituto Agronômico de Campinas e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária desenvolvendo cultivares adaptadas a novas regiões e locais com espaço limitado, como Acre e Paraíba.

Produtores brasileiros também apostam em nichos de alto valor, como o café Geisha, originário da Etiópia, que tem se adaptado a altitudes superiores a 1.200 metros em Minas Gerais. Esses cafés especiais podem alcançar preços elevados no mercado internacional.

Créditos: CNN Brasil

Academia Noova

Refinaria Clara Camarão reajusta preço do diesel e mantém o da gasolina

9 de abril de 2026

Refinaria Clara Camarão reajusta preço do diesel e mantém o da gasolina

A refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré, manteve o preço da gasolina nesta quinta-feira (9), enquanto o diesel teve reajuste, totalizando um aumento de R$ 1,70 em 35 dias. Essa revisão semanal é aplicada pela refinaria, que é operada pela Brava Energia.

O preço da gasolina permaneceu em R$ 3,85. Já o diesel A S500 foi ajustado em duas modalidades de venda. Na modalidade EXA, o valor subiu de R$ 5,62 para R$ 5,77, e na modalidade LCT, de R$ 5,63 para R$ 5,78, ambos com aumento de R$ 0,15 por litro.

Detalhamento semanal dos preços:

Gasolina A:
– 5 de março – R$ 2,89
– 12 de março – R$ 3,19 (alta de R$ 0,30)
– 19 de março – R$ 3,82 (alta de R$ 0,63)
– 26 de março – R$ 3,82 (valor mantido)
– 2 de abril – R$ 3,85 (alta de R$ 0,03)
– 9 de abril – R$ 3,85 (valor mantido)

Total acumulado: R$ 0,96

Diesel A S500 – modalidade EXA:
– 5 de março – R$ 4,07
– 12 de março – R$ 5,07 (alta de R$ 1,00)
– 19 de março – R$ 5,52 (alta de R$ 0,45)
– 26 de março – R$ 5,62 (alta de R$ 0,10)
– 2 de abril – R$ 5,62 (valor mantido)
– 9 de abril – R$ 5,77 (alta de R$ 0,15)

Total acumulado: R$ 1,70

Diesel A S500 – modalidade LCT:
– 5 de março – R$ 4,08
– 12 de março – R$ 5,08 (alta de R$ 1,00)
– 19 de março – R$ 5,53 (alta de R$ 0,45)
– 26 de março – R$ 5,63 (alta de R$ 0,10)
– 2 de abril – R$ 5,63 (valor mantido)
– 9 de abril – R$ 5,78 (alta de R$ 0,15)

Total acumulado: R$ 1,70

Créditos: Tribuna do Norte

Wheyz

Gás de cozinha no RN terá aumento de até R$ 9 e pode chegar a R$ 125

8 de abril de 2026

Gás de cozinha no RN terá aumento de até R$ 9 e pode chegar a R$ 125

O reajuste no preço do gás de cozinha começou a ser repassado às distribuidoras, com um aumento médio de R$ 7,11. Segundo o Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás Liquefeito de Petróleo do Rio Grande do Norte (Singás/RN), o impacto ao consumidor deve elevar o valor do botijão em R$ 8 a R$ 9, com efeitos previstos a partir do dia 9 de abril.

O presidente do Singás/RN, Ivo Lopes, destacou a preocupação do setor, pois o aumento deve reduzir o consumo residencial devido à diminuição do poder de compra. Ainda segundo ele, pode haver variações pontuais até o dia 10 de abril, já que alguns revendedores ainda comercializam estoques antigos, mas a tendência é o repasse se generalizar.

A Tribuna do Norte apurou que o preço do botijão deve atingir entre R$ 120 e R$ 125 após o reajuste. Os ajustes são influenciados por fatores internacionais, como conflitos geopolíticos no Oriente Médio que afetam a oferta de energia, e por elementos internos, incluindo a política de preços da Petrobras, custos logísticos, distribuição e a carga tributária estadual, como o ICMS. No Rio Grande do Norte, os custos de transporte e a menor escala de distribuição fazem os preços ficarem mais altos.

Algumas distribuidoras já relatam queda nas vendas devido à estagnação dos estoques motivada pela redução do consumo. Bruno Souto, gerente comercial da Mega Gás, atribuiu a alta nos custos ao aumento do preço do diesel, que afeta toda a cadeia de transporte, e ressaltou que o novo reajuste do gás surpreendeu o setor. Ele acredita que famílias de baixa renda serão as mais afetadas pelo impacto do aumento, pois poderão ter dificuldade em arcar com o preço, que pode variar entre R$ 120 e R$ 125.

Edimilson Silva, proprietário da Ultragaz Edx, relatou perdas na empresa por não conseguir repassar totalmente o aumento aos consumidores sem perder clientes, limitando a transferência do custo ao máximo entre 8% e 10% e reduzindo a margem de lucro.

Diante do reajuste e da queda no consumo, revendedores do “Gás do Povo” avaliam suspender a oferta do programa, pois o valor repassado pelo governo passou a ser insuficiente para manter o serviço. Silva declarou que, diante do aumento, o consumidor terá que assumir a diferença ou o revendedor não poderá continuar no programa.

O aumento do gás de cozinha pressiona ainda mais o orçamento das famílias, como revela a dona de casa Francisca Auzenira, que precisa comprar um botijão mensalmente, sentindo o impacto no orçamento. A auxiliar de serviços gerais Araceli dos Anjos e a professora Maria de Fátima Souza também destacaram as dificuldades que o reajuste traz para o cotidiano, principalmente para os mais vulneráveis.

O economista Helder Cavalcanti explicou que o preço do gás integra o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de modo que qualquer aumento reflete diretamente na inflação oficial. Além disso, o impacto se propaga a diversos setores, como alimentação, onde restaurantes e pequenos produtores repassam os custos.

Ele enfatizou que o gás é um item essencial com baixa elasticidade, o que significa que as famílias não podem reduzir muito seu consumo, mesmo com o aumento. Isso gera forte pressão no orçamento, principalmente para famílias de baixa renda, que precisam cortar outros gastos para conseguir manter o consumo do gás.

Cavalcanti ainda alertou para o risco social decorrente do aumento, como o crescimento do uso de alternativas perigosas como lenha e carvão, o que é intensificado no Rio Grande do Norte devido à menor renda média e maior informalidade, reduzindo a capacidade das famílias de absorver o choque dos preços.

Créditos: Tribuna do Norte

Well Lab Isaac Nutri

FGC inicia pagamento a clientes do Will Bank com até R$ 250 mil a receber

7 de abril de 2026

FGC inicia pagamento a clientes do Will Bank com até R$ 250 mil a receber

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou hoje o pagamento para clientes do Will Bank, que foi liquidado pelo Banco Central em janeiro, com valores a receber entre R$ 1.000 e R$ 250 mil.

Esta é a segunda fase dos pagamentos, que contempla os clientes com valores maiores retidos na instituição. O FGC estima desembolsar R$ 6,06 bilhões para cerca de 312 mil pessoas, respeitando o limite máximo de garantia de até R$ 250 mil por cliente.

Para receber, os clientes devem solicitar o resgate pelo aplicativo oficial do FGC, criando um cadastro, preenchendo os dados necessários e enviando os documentos pela plataforma.

A primeira fase dos pagamentos ocorreu em fevereiro, atendendo clientes com até R$ 1.000 a receber. Nessas condições, mais de um milhão de pessoas já receberam o valor devido, totalizando R$ 126 milhões pagos nessa etapa, o que representa aproximadamente 70,84% do total previsto para os pequenos credores, que são mais de 6 milhões.

O Will Bank integra o conglomerado Master, o que afeta a aplicação do limite máximo do teto da garantia. Clientes que já receberam até R$ 250 mil por meio do Banco Master, Master de Investimento ou Letsbank não terão valores adicionais a receber referentes ao Will Bank.

A data do investimento é determinante para a garantia. Investimentos feitos até 31 de agosto de 2024 mantêm o limite de R$ 250 mil por banco, enquanto os realizados a partir de setembro de 2024 passam a dividir esse teto entre todas as instituições do conglomerado.

Até o momento, o FGC já pagou quase R$ 39,3 bilhões a clientes do grupo Master, atingindo 96,9% do total previsto e beneficiando cerca de 669 mil credores desde o começo da liquidação.

Além disso, o FGC atualizou o balanço de pagamentos do Banco Pleno. As liberações começaram em 23 de março e somam R$ 3,61 bilhões, atendendo mais de 107 mil pessoas afetadas.

O FGC alertou que tem ocorrido tentativas de fraude durante os processos de pagamento. Destacou que não realiza contato por telefone ou redes sociais para pedir senhas, dados pessoais ou códigos de verificação, e que não há intermediários autorizados para agilizar o pagamento.

O fundo reforça que não cobra qualquer taxa para liberar os valores e recomenda que as informações sejam buscadas apenas nos canais oficiais.

Créditos: UOL Economia

Restaurante Sertanejo

Reajuste anual eleva preço do Mounjaro; Ozempic e Wegovy mantêm valores

5 de abril de 2026

Reajuste anual eleva preço do Mounjaro; Ozempic e Wegovy mantêm valores

Com o reajuste anual dos medicamentos definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), o Mounjaro (tirzepatida) terá aumento no preço. Em contrapartida, os remédios à base de semaglutida – Ozempic, Wegovy e Rybelsus – devem manter seus valores enquanto a farmacêutica Novo Nordisk avalia o mercado.

Esses medicamentos fazem parte do grupo 3 do reajuste, que abrange fármacos com pouca ou nenhuma concorrência, podendo ter seus preços aumentados em até 1,13%. Medicamentos com concorrência média podem ter até 2,47% de aumento e os com elevada concorrência, até 3,81%.

Segundo a Cmed, as empresas devem divulgar amplamente os novos preços para que eles entrem em vigor. Além disso, o varejo precisa disponibilizar listas atualizadas de preços aos consumidores.

Após o reajuste, o Preço Máximo ao Consumidor (PMC) do Mounjaro será de R$ 3.854,43, independente da dose.

O Ozempic continuará custando R$ 1.314,38 para todas as doses disponíveis (0,25 mg, 0,5 mg e 1,0 mg), durante o período em que a Novo Nordisk analisa o mercado. A empresa perdeu recentemente a exclusividade da semaglutida no Brasil, e outras farmacêuticas aguardam aprovação da Anvisa para lançar concorrentes.

O Wegovy manterá preços diferentes conforme a dose, e o Rybelsus terá PMC de R$ 1.314,38 para as versões de 3 mg, 7 mg e 14 mg, além de R$ 2.628,76 para combos que combinam quaisquer doses.

Esses preços podem variar entre estados devido às diferenças nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Anualmente, o reajuste dos preços dos medicamentos é calculado com base na inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), descontando-se ganhos proporcionais de produtividade do setor farmacêutico.

Esse processo é coordenado pela Cmed, órgão federal responsável por estabelecer critérios para fixação e atualização dos preços dos medicamentos. A atuação visa aumentar a competitividade entre fabricantes e ampliar o acesso da população a esses produtos.

Créditos: Tribuna do Norte

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