Produção de petróleo no RN cai 15% no primeiro trimestre de 2026

14 de maio de 2026

Produção de petróleo no RN cai 15% no primeiro trimestre de 2026

A produção de petróleo no Rio Grande do Norte sofreu uma queda no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025. A extração em terra (onshore) atingiu 2,25 milhões de barris nos três primeiros meses de 2026, contra 2,68 milhões no primeiro trimestre do ano anterior, representando uma redução de 15,85%.

Na produção marítima (offshore), houve também retração: foram extraídos 163 mil barris, inferior aos 192,72 mil barris registrados no mesmo período do ano anterior, caída de 15,42%.

Esses dados foram divulgados em 14 de maio pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Sedec) no Boletim de Petróleo e Gás referente ao 1º trimestre de 2026, que acompanha regularmente a atividade no estado.

Além disso, a produção de gás natural em terra reduziu de 95,32 milhões para 75,93 milhões de metros cúbicos, o que corresponde a uma queda de 20,34%. Já a produção offshore de gás natural teve crescimento de 2,75%, passando de 12,41 milhões para 12,75 milhões de metros cúbicos.

A Sedec atribui essas variações à dinâmica operacional dos campos maduros, principalmente à redução natural da pressão dos reservatórios. O comportamento da produção de gás natural está em grande parte ligado à produção associada ao petróleo e a fatores operacionais específicos.

A secretaria acompanha esses dados e mantém diálogo constante com empresas do setor, ressaltando que as oscilações são características técnicas relacionadas à produção em poços maduros. O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), órgão responsável pelo licenciamento ambiental e vinculado à Sedec, apontou que houve redução na entrada de novos processos prioritários, especialmente em exploração e perfuração de poços, não havendo relação com demora na análise desses processos.

O relatório do Idema indica que o cenário está ligado à diminuição de novos projetos de exploração e perfuração, especialmente vinculados a Licenças Prévias. Não foi identificada paralisação significativa de projetos licenciados anteriormente. Também ocorreram reavaliações por parte das operadoras, resultando no abandono temporário de determinados empreendimentos e no aumento de pedidos de prorrogação de licenças existentes, em lugar da abertura de novos processos.

Um fator relevante nessa redução foi a interdição temporária, no último trimestre de 2025, de instalações operacionais de uma empresa que opera boa parte dos poços maduros ativos no RN. A interdição ocorreu para adequações técnicas decorrentes de auditoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, destacou que o governo mantém acompanhamento constante do setor devido à sua importância na geração de empregos e receita para o Rio Grande do Norte. Ele reforçou que todas as instâncias do governo estão mobilizadas para avaliar ações dentro de sua competência e que a questão é predominantemente técnica, com as empresas empenhadas em superar o cenário.

De modo geral, a Sedec entende que o setor permanece consolidado, com papel importante na economia estadual, e vê oportunidades para ampliar investimentos, recuperar campos maduros e fortalecer a cadeia produtiva de petróleo e gás no estado.

Créditos: tribuna do norte

Well Lab

Produção industrial do RN cresce em três setores em março, aponta IBGE

13 de maio de 2026

Produção industrial do RN cresce em três setores em março, aponta IBGE

Em março, a produção industrial em três dos quatro setores analisados pelo IBGE no Rio Grande do Norte apresentou crescimento, revertendo o quadro de queda registrado em fevereiro. A confecção de artigos do vestuário e acessórios destacou-se com alta de 101,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Regional (PIM-PF Regional) divulgados em 13 de maio.

Além do setor de vestuário, também tiveram desempenho positivo as indústrias extrativistas, com aumento de 12,6%, e a fabricação de produtos alimentícios, que cresceu 3%. O crescimento do setor de vestuário foi impulsionado pela produção de calças, bermudas, jardineiras, shorts e peças semelhantes para o público masculino, além de camisas e blusas femininas.

Conforme o analista Bernardo Almeida, a produção desses artigos vestuários puxou o crescimento do setor, assim como a produção de gás natural liderou a expansão no setor extrativo no estado. No setor de alimentos, o aumento na fabricação de balas, confeitos sem cacau e sal refinado e iodado influenciou positivamente os resultados.

Apesar do avanço em três dos setores, a indústria geral do Rio Grande do Norte sofreu uma queda de 5,1% em março. Esse resultado negativo foi influenciado pelo desempenho da fabricação de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, que teve recuo de 21,1% em comparação com o mesmo mês de 2025.

No balanço do primeiro trimestre de 2026, a maioria das atividades industriais do estado ainda registra retração. As indústrias extrativistas acumularam queda de 9,5%, enquanto o setor de produtos alimentícios diminuiu 7,3%. Já a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 30,6% no período.

A única atividade industrial com crescimento acumulado no ano foi o segmento de confecção de artigos do vestuário e acessórios, que cresceu 36,9% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Mesmo assim, a indústria geral do Rio Grande do Norte apresenta uma queda acumulada de 19,2%, a maior entre as unidades federativas pesquisadas pelo IBGE.

O IBGE aponta que o resultado negativo acumulado foi pressionado sobretudo pelo desempenho do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com destaque para o óleo diesel.

A PIM-PF Regional acompanha mensalmente a produção física das indústrias extrativas e de transformação em 17 estados e na Região Nordeste. A divulgação dos dados referentes a abril está prevista para 10 de junho.

Créditos: Tribuna do Norte

Restaurante Sertanejo

Porto de Natal realiza embarque-teste de 3,3 mil bois vivos para o Líbano em junho

12 de maio de 2026

Porto de Natal realiza embarque-teste de 3,3 mil bois vivos para o Líbano em junho

No mês de junho, o Porto de Natal realizará um embarque-teste com 3.300 cabeças de gado vivo destinadas ao Líbano, previsto para os dias 24 e 25, conforme informado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Docas), que administra o terminal.

Guilherme Saldanha, secretário da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Sape), destacou que, após o embarque inaugural, espera-se que o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) libere as exportações regulares de animais vivos, podendo movimentar até R$ 1 bilhão por ano na economia do Rio Grande do Norte.

A autorização para o transporte ocorre em um contexto de crescimento das exportações brasileiras de gado vivo, que tiveram aumento de 5,53% no último ano. Apesar do interesse internacional, o Rio Grande do Norte enfrentava barreiras burocráticas e desafios referentes à certificação do Porto de Natal, mas, segundo Saldanha, essas questões foram resolvidas. “Era necessária autorização e um operador portuário habilitado, o que já foi superado”, afirmou.

O foco agora está no sucesso do embarque, com expectativas positivas para consolidar o negócio no estado, seguindo exemplos de outras regiões como Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul. Há um grande mercado interessado nos países do Norte da África e Oriente Médio para a compra dos animais para abate.

Atualmente, o RN conta com duas Estações de Pré-Embarque (EPE) registradas junto ao MAPA, fundamentais para a operação. Uma está localizada no Distrito de Irrigação do Baixo-Açu (DIBA), em Alto do Rodrigues, e a outra em São Gonçalo do Amarante, próxima a Natal, de onde sairão os animais para o embarque-teste.

As EPEs são locais onde os animais permanecem em quarentena antes do envio, recebendo alimentação, água e acompanhamento veterinário. O período de isolamento varia conforme o país de destino, que determina o tempo da quarentena. Caso não sejam detectadas doenças, o embarque é autorizado.

Cada estação recebeu investimento aproximado de R$ 3,4 milhões para atender às exigências do MAPA, com investimentos dos empresários locais. O secretário ressaltou a expectativa positiva para a operação: “O Brasil exporta cerca de 1,5 milhão de cabeças de gado, número limitado pela falta de portos adequados e vagas para navios”.

Saldanha acrescentou que o mercado movimenta em torno de R$ 9 bilhões no país, e o RN espera conquistar cerca de 10% deste valor, o que significaria entre R$ 900 milhões a R$ 1 bilhão anuais para a economia local.

A Companhia Docas do RN (Codern) informou que técnicos da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do MAPA, acompanharão todas as etapas da operação para avaliar a necessidade de futuras adaptações.

Créditos: Tribuna do Norte

Well Farma

Tesouro Reserva: novo título do Tesouro com aplicação a partir de R$ 1

11 de maio de 2026

Tesouro Reserva: novo título do Tesouro com aplicação a partir de R$ 1

O Tesouro Reserva é um novo tipo de investimento lançado como alternativa à poupança, aos CDBs e às caixinhas digitais dos bancos. Esse título público do Tesouro Direto permite aplicações iniciais a partir de R$ 1 e oferece rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, a Selic.

O título tem vencimento programado para 3 anos, mas permite resgate a qualquer momento sem descontos. O investimento está disponível inicialmente para clientes do Banco do Brasil, instituição que desenvolveu o produto em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional.

O Tesouro Reserva foi criado para facilitar a formação de reserva financeira, priorizando simplicidade e previsibilidade. Com aplicação mínima baixa, o título democratiza o acesso, especialmente para investidores iniciantes.

É possível investir e resgatar o valor a qualquer hora do dia, todos os dias da semana, inclusive com possibilidade de uso do PIX para transferências. A rentabilidade está vinculada à Selic, atualmente em 14,50% ao ano, embora ainda não esteja confirmado se será exatamente 100% dessa taxa.

Como título público de renda fixa emitido pelo governo federal, esse investimento possui baixo risco. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o produto é destinado a quem deseja segurança aliada à rentabilidade.

O valor aplicado não sofre oscilações no momento da compra ou do resgate, trazendo mais previsibilidade para o investidor. A utilização do Tesouro Reserva já começou para correntistas do Banco do Brasil, com liberação integral iniciada em 7 de maio de 2026 e oferta pública oficializada com o toque da campainha na B3 no dia 11 de maio.

Para investir, o cliente deve acessar a área do Tesouro Direto no aplicativo de investimentos do Banco do Brasil, escolher o Tesouro Reserva, definir o valor e confirmar a operação. A disponibilidade do título em outras instituições financeiras dependerá da adesão e implementação por parte desses bancos.

Especialistas consideram o Tesouro Reserva uma alternativa viável para reserva de emergência devido à combinação de segurança, rapidez no saque e previsibilidade de rendimento. Ainda não foi divulgada a taxa de custódia específica para esse título, enquanto os demais do Tesouro Direto normalmente têm taxa próxima a 0,20% ao ano, cobrada em parcelas semestrais.

Assim, o Tesouro Reserva surge como uma opção prática e acessível para investidores que buscam uma aplicação segura e com possibilidade de resgate imediato, se posicionando como concorrente de CDBs, poupança e caixinhas digitais.

Créditos: g1

QFome App

Banco Santander inicia renegociação de dívidas pelo Novo Desenrola Brasil com taxa zero

8 de maio de 2026

O Santander inicia nesta quinta-feira a renegociação de dívidas para clientes elegíveis ao Novo Desenrola Brasil. As condições seguem os parâmetros estabelecidos pelo governo. Podem participar pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas de até R$ 15 mil, em atraso entre 90 dias e dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Os descontos podem chegar a 90% do valor da dívida, com juros de 0% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses. Além disso, após o pagamento da primeira parcela, as restrições em órgãos de proteção ao crédito (SPC/Serasa) referentes a essa dívida serão retiradas em até cinco dias úteis.

Adicionalmente, o Banco oferece condições especiais de renegociação para clientes que não se enquadram nos critérios do programa. Os descontos podem chegar a 90%, com parcelamento em até 72 vezes, dependendo do tipo de produto e do tempo de atraso.

A Instituição informa que os clientes podem obter mais informações por meio dos canais de atendimento, como aplicativo, internet banking, telefones 4004-3535 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-702-3535 (demais localidades) e canais de autoatendimento Portal de Renegociação ou WhatsApp (11) 94752-0222 , além da rede de agências. Os canais estão à disposição do público para esclarecimento de dúvidas.

Sidy's Tv e Internet

Governo lança Novo Desenrola Brasil para renegociar dívidas com juros reduzidos

4 de maio de 2026

Governo lança Novo Desenrola Brasil para renegociar dívidas com juros reduzidos

O governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil, um conjunto de medidas destinadas a diminuir o endividamento da população.

No final de 2024, conforme dados do Banco Central (BC), 117 milhões de brasileiros possuíam dívidas com instituições financeiras.

O programa tem como um dos principais focos a renegociação de débitos com bancos e operadoras de crédito.

Estão incluídas na negociação dívidas de cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os termos do Novo Desenrola foram definidos após uma série de encontros entre o governo e o setor financeiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou durante um pronunciamento em cadeia nacional na última quinta-feira (30) que os juros nas renegociações serão limitados a 1,99% ao mês, com descontos que podem variar de 30% a 90% no valor principal.

Segundo informações apuradas pelo g1, o programa atenderá pessoas com renda de até cinco salários mínimos, aproximadamente R$ 8 mil mensais.

O presidente também informou que trabalhadores terão acesso a até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar a quitar essas dívidas.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, esclareceu que essa operação será realizada entre instituições bancárias, com a Caixa Econômica Federal transferindo o valor do FGTS para o banco credor, após autorização do trabalhador.

Além disso, os participantes do programa ficarão bloqueados por um ano em todas as plataformas de apostas online.

Créditos: g1

Academia Noova

57% dos contribuintes do RN ainda não entregaram declaração do IR

1 de maio de 2026

57% dos contribuintes do RN ainda não entregaram declaração do IR

A menos de um mês do prazo final para a entrega da declaração do Imposto de Renda, que vai até 29 de maio, menos da metade dos contribuintes do Rio Grande do Norte já enviaram suas declarações. Dados da Receita Federal apontam que, até a manhã de quinta-feira, 30 de abril, foram entregues 190.959 declarações, correspondendo a 42,91% do total esperado para o estado, que é de 444.998. Assim, 254.039 contribuintes, equivalente a 57,08%, ainda não prestaram contas.

Radna Rocha, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do RN (CRC/RN), alerta que deixar para a última hora eleva significativamente o risco de erros por correção apressada ou omissão de informações. Ela destaca que antecipar a entrega traz benefícios financeiros diretos.

“A entrega da declaração não deve ser encarada apenas como uma obrigação, mas como um planejamento importante. Além de garantir a restituição mais rápida, para quem tem imposto a pagar, a declaração antecipada possibilita um maior controle do orçamento e permite programar o pagamento, evitando surpresas no caixa pessoal ou familiar”, explica a contadora.

Sobre quem cair na malha fina, Radna orienta que o primeiro passo é identificar a divergência consultando o extrato de processamento pelo portal e-CAC. Depois, deve-se retificar a declaração com as correções necessárias, desde que não tenha sido iniciada uma fiscalização formal pela Receita. Se as informações estiverem corretas, é preciso organizar os documentos para futura apresentação ao fisco.

Ela também ressalta a importância de contar com o auxílio de um contador para evitar problemas. “Embora o preenchimento do formulário da declaração seja simples, a legislação tributária é complexa e repleta de detalhes que podem passar despercebidos. O profissional contábil é fundamental para garantir a conformidade, identificar deduções legais e proteger o patrimônio”, afirma.

Em 2026, devem declarar, entre outros, quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025. A isenção para quem recebe até R$ 5 mil entrou em vigor em janeiro, com desconto progressivo para rendas até R$ 7.350, mas tais regras passam a valer apenas para declarações em 2027.

Também devem declarar aqueles que tiveram rendimentos isentos ou tributados na fonte superiores a R$ 200 mil, como FGTS, indenizações e heranças; que possuíam bens e direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro; ou que tiveram receita bruta rural superior a R$ 177.920, ou querem compensar prejuízos anteriores.

Além disso, precisam declarar contribuintes que realizaram operações na bolsa acima de R$ 40 mil, obtiveram ganho de capital na venda de bens, possuem investimentos no exterior ou usaram a isenção de ganho de capital na venda de imóvel residencial para compra de outro em até 180 dias.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) e com apoio do CRC/RN, promove a campanha “Declare Bem” para incentivar a destinação de parte do imposto devido a projetos sociais. A iniciativa permite que até 3% do valor do IR devido seja direcionado ao Fundo Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa do RN (FUNEPI-RN).

Radna explica que a destinação é feita pelo próprio programa da declaração, na ficha “Doações diretamente na declaração”, devendo optar pelo modelo completo. Para isso, a declaração precisa apresentar imposto a pagar ou a restituir, pois o valor destinado será abatido do imposto devido.

O contribuinte pode escolher o fundo a ser apoiado, destinado a crianças, adolescentes ou idosos, em âmbito nacional, estadual ou municipal. O limite é de até 3% do imposto devido por fundo, podendo chegar a 6% no total. Após indicar a destinação, será gerado um DARF específico para pagamento até o prazo limite da entrega.

Créditos: Tribuna do Norte

Wheyz

Refinaria Clara Camarão aumenta preços da gasolina e diesel no RN

30 de abril de 2026

Refinaria Clara Camarão aumenta preços da gasolina e diesel no RN

A atualização semanal da refinaria Clara Camarão, em Guamaré, revelou um aumento nos preços da gasolina A e do diesel A S500 nas duas modalidades comercializadas no Rio Grande do Norte. Os dados, divulgados em 30 de abril pela Brava Energia, interrompem a sequência de estabilidade e quedas constatadas nas últimas semanas.

A gasolina A subiu R$ 0,25, saltando de R$ 3,77 para R$ 4,02 por litro. Desde 5 de fevereiro, seu preço acumula uma alta de R$ 1,51, equivalente a 60,15% em 84 dias.

O diesel A S500 também teve aumento nas duas modalidades. Na modalidade EXA, passou de R$ 5,24 para R$ 5,56, aumento de R$ 0,32 por litro, o que representa R$ 2,28 a mais desde fevereiro, uma alta de 69,51%. Na modalidade LCT, o preço subiu de R$ 5,25 para R$ 5,78, acréscimo de R$ 0,53 e aumento acumulado de R$ 2,48, ou 75,15% no mesmo período.

Esses valores referem-se à comercialização na refinaria e podem variar até o consumidor final devido a transporte, tributação e margens dos postos.

Segue o detalhamento semanal dos preços desde 5 de fevereiro:

Gasolina A: aumento de R$ 1,51 (60,15%) em 84 dias, iniciando em R$ 2,51 em 5 de fevereiro, passando por várias elevações e pequenas quedas, chegando a R$ 4,02 em 30 de abril.

Diesel A S500 – modalidade EXA: alta total de R$ 2,28 (69,51%) no período, começando em R$ 3,28, com oscilações semanais, ficando em R$ 5,56 no último dia do levantamento.

Diesel A S500 – modalidade LCT: aumento acumulado de R$ 2,48 (75,15%), com valores partindo de R$ 3,30, mantendo-se estável ou subindo em algumas semanas, alcançando R$ 5,78 no fim de abril.

Esses preços refletem apenas o valor na refinaria e podem variar no varejo por fatores como transporte, impostos e margem dos postos.

Créditos: Tribuna do Norte

Well Lab Isaac Nutri

Copa do Mundo 2026 movimenta comércio do Alecrim e anima lojistas em Natal

30 de abril de 2026

Copa do Mundo 2026 movimenta comércio do Alecrim e anima lojistas em Natal

A movimentação típica do comércio do Alecrim em Natal já apresenta novidades a menos de dois meses para a abertura da Copa do Mundo de 2026, marcada para 11 de junho. A expectativa pelo hexacampeonato do Brasil também impulsiona o varejo local.

Leonardo Ramos, gerente do Ponto dos Botões no Alecrim, destaca que os clientes começaram a pesquisar preços de artigos decorativos, acessórios para casa e enfeites para cabelos. “Já estamos vendo uma procura maior por bandeirinhas gerais e bandeiras para carros, e esperamos um aumento significativo nas compras quando o evento se aproximar”, explica.

Beatriz Santana, dona de casa de 54 anos, ainda não comprou produtos temáticos, mas já pesquisa valores e mantém o ânimo, pois a decoração em época de Copa é tradição para sua família. Ela também tem um comércio que decora para a ocasião e considera o momento uma festa para todos.

Sua filha, a confeiteira Natália Cristina, 27 anos, revela que também iniciou pesquisas para as compras. “Meu marido não perde um jogo e toda a família se reúne. Gosto de decorar com bandeirinhas e vamos nos preparar para torcer pelo Brasil”, conta.

No Shopping do Alecrim, Débora Layne, vendedora da D’Love Moda Feminina, informa que datas sazonais são importantes para o comércio e a procura já começou pelas peças com tema da Copa, como camisetas e blusas femininas, com preços a partir de R$ 30. Segundo ela, apesar do desânimo com resultados passados, o comércio deve acreditar na força desse período.

Nos camelódromos, o verde e amarelo predominam com produtos de decoração, beleza e vestuário, incluindo camisetas para todas as idades, biquínis e conjuntos, a partir de R$ 20. O comerciante Lucas Renan observa que a tradicional camiseta amarela vem sendo substituída pela cor azul, preferida do público. Ele espera que as vendas aumentem na reta final, pois muitos deixam para comprar na última hora.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL) mantém uma expectativa otimista para as vendas durante a Copa. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o SPC Brasil, indica que 33% dos empresários do comércio e serviços acreditam em aumento das vendas, com uma média projetada de 27% de crescimento no faturamento.

Além disso, aproximadamente 72% dos consumidores afirmam que irão gastar a mais durante a Copa, principalmente com alimentação, bebidas e momentos sociais.

José Lucena, presidente da CDL Natal, destaca que o evento promove engajamento coletivo, estimula encontros sociais e impulsiona segmentos como consumo doméstico, lazer e alimentação. Há crescimento na procura por bandeiras, roupas temáticas e artigos para confraternização, que também beneficiam bares, restaurantes e o comércio local adaptado para essa demanda festiva.

Matheus Feitosa, presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), acrescenta que o comércio aposta na fidelidade dos clientes para superar desafios, incluindo a concorrência do e-commerce. Muitas lojas têm investido em vendas digitais e manutenção do atendimento presencial. A combinação de tradição, inovação e expectativa pela Copa contribui para uma perspectiva promissora de aumento nas vendas.

Créditos: Tribuna do Norte

Restaurante Sertanejo

RN lidera Nordeste em dívida média por empresa, aponta Serasa

29 de abril de 2026

RN lidera Nordeste em dívida média por empresa, aponta Serasa

O Rio Grande do Norte destaca-se no Nordeste pelo peso da inadimplência empresarial, não apenas pelo número de empresas em atraso. Em fevereiro de 2026, o estado contabilizou 90.093 CNPJs inadimplentes e R$ 1,82 bilhão em débitos.

O RN lidera a região em dívidas médias por empresa, registrando R$ 20,2 mil, além de apresentar 6,1 pendências por CNPJ e um ticket médio de R$ 3.337,11. Os dados são do Indicador de Inadimplência das Empresas, divulgado pela Serasa Experian.

Enquanto estados como Bahia, Pernambuco e Ceará acumulam maior volume de empresas inadimplentes, eles não chegam ao mesmo patamar de comprometimento financeiro por empresa que o Rio Grande do Norte.

A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, destaca que a análise da inadimplência deve considerar não só o número de empresas, mas também a gravidade das dívidas. Segundo ela, o cenário do RN revela inadimplência concentrada em empresas com dívidas elevadas.

Este padrão é especialmente relevante em economias com forte presença de pequenos negócios, onde múltiplas dívidas por empresa, somadas a valores expressivos, pressionam significativamente o caixa e dificultam a recuperação.

No contexto nacional, o Brasil registrou 8,8 milhões de empresas inadimplentes em fevereiro, com 60,7 milhões de dívidas que somam R$ 204,6 bilhões, um aumento em relação ao ano anterior, quando o total era de R$ 164,2 bilhões.

Camila Abdelmalack relaciona esse crescimento às condições de crédito atuais, marcadas por juros elevados, oferta mais seletiva e dificuldades para renovação de dívidas.

Apesar da redução na taxa Selic, o custo do crédito permanece alto devido a riscos percebidos, juros futuros e condições das instituições financeiras. Isso reduz a capacidade das empresas de reestruturar suas finanças, renegociar dívidas ou ampliar prazos, o que causa acúmulo dos passivos atrasados.

Além do aumento no número de inadimplentes, há um agravamento qualitativo, com dívidas mais concentradas e persistentes. Em média, cada empresa inadimplente no país tem cerca de sete pendências.

A economista salienta que a regularização financeira nesse contexto depende de uma reorganização ampla do passivo e do fluxo de caixa, e não apenas de pagamentos pontuais.

No Brasil, o setor de serviços concentra 55,4% das empresas inadimplentes, seguido pelo comércio (32,6%), indústria (8,1%) e setor primário (0,9%). Micro e pequenas empresas respondem por 95,2% dos CNPJs inadimplentes, fato que aumenta sua vulnerabilidade devido a menor acesso a crédito e maior dependência de capital de giro.

A inadimplência permanece próxima dos maiores níveis históricos, sem sinais claros de reversão no curto prazo, configurando um ciclo prolongado de crédito restritivo.

No Nordeste, havia 1,17 milhão de empresas inadimplentes em fevereiro, com 6,03 milhões de dívidas totalizando R$ 17,6 bilhões. Bahia lidera em volume de empresas inadimplentes com 324.175 CNPJs, seguida por Pernambuco (211.014) e Ceará (185.396).

Em valores absolutos, esses estados concentram R$ 4,23 bilhões, R$ 3,19 bilhões e R$ 2,75 bilhões em dívidas, respectivamente.

Embora o RN tenha menos empresas inadimplentes que esses estados, destaca-se pela maior intensidade e número médio de dívidas por empresa.

Outros estados da região apresentam dívida média inferior, como Alagoas, com R$ 10.995,59, quase metade da média do RN.

O Nordeste segue atrás do Sudeste, que concentra 4,89 milhões de inadimplentes, e do Sul, com 1,49 milhão, no ranking nacional.

O total das dívidas das empresas brasileiras cresceu consideravelmente no último ano, enquanto a média por empresa permaneceu próxima a R$ 23,2 mil e o ticket médio está em torno de R$ 3.370, valor próximo ao do Rio Grande do Norte.

Créditos: tribuna do norte

Sidy's Tv e Internet
Prefeitura