A infraestrutura viária e o desenvolvimento econômico ditaram o tom do discurso do vereador Mattson durante a primeira sessão ordinária do mês de junho, realizada nesta terça-feira (9), na Câmara Municipal de Currais Novos. O parlamentar utilizou o expediente para solicitar do Governo do Estado uma solução para a via de integração com a Paraíba e anunciar avanços na mobilidade urbana local.
O primeiro destaque da fala do vereador foi o pedido formal direcionado à governadora Fátima Bezerra para a pavimentação da rodovia que liga Currais Novos ao município de Frei Martinho, na Paraíba. O trecho potiguar, que compreende mais de 20 quilômetros, sofre com a falta de asfalto, um problema histórico que prejudica a trafegabilidade e a economia da região. Mattson ressaltou a urgência da articulação, especialmente após o governo paraibano já ter anunciado o asfaltamento dos 6 quilômetros correspondentes ao trecho vizinho.
A obra é considerada estratégica. Para o parlamentar, investir nesta infraestrutura viária é essencial para atrair um novo fluxo logístico e comercial de Frei Martinho para Currais Novos, além de beneficiar diretamente dezenas de comunidades rurais que dependem da estrada para transporte e escoamento de produção. Avanço nos bairros:
Rua Braga Brandão
No cenário urbano, o clima foi de comemoração. O vereador anunciou o início das obras da segunda etapa da Rua Braga Brandão, localizada no bairro Paizinho Maria. Mattson relembrou que a primeira parte da pavimentação foi entregue ainda na gestão do ex-prefeito Odon Júnior. Desde então, a conclusão da via tornou-se uma reivindicação constante das famílias que ali residem. A retomada e início desta nova etapa são frutos de indicações reiteradas pelo mandato do parlamentar, construídas em forte sintonia com os moradores e com a atual gestão municipal.
Pesquisa Quaest divulgada em 10 de junho de 2026 mostra que Lula (PT) lidera a intenção de votos no cenário de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), com 44% contra 38%, respectivamente.
Desde dezembro, a vantagem de Lula sobre Flávio variou, chegando a empate técnico em março. Em abril, Flávio ficou numericamente à frente, e em maio Lula retomou liderança por um ponto.
Nos outros possíveis confrontos de segundo turno, Lula também aparece à frente de Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
A pesquisa destaca que o empate técnico entre Lula e Flávio, registrado em meses anteriores, foi rompido, com Lula abrindo uma vantagem de seis pontos percentuais. No início da série de pesquisas, em agosto de 2025, Lula tinha vantagem de dezesseis pontos, que caiu para dez pontos em dezembro, mês em que Flávio anunciou sua candidatura.
Este levantamento é o primeiro a captar a reação dos eleitores a recentes eventos, como a divulgação das conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, e ações do governo dos EUA, incluindo taxações a produtos brasileiros e a classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Esses eleitores independentes, que representam um terço do total, podem ser decisivos na disputa, não se identificando nem com direita nem esquerda, nem com lulistas ou bolsonaristas.
A pesquisa também identificou melhora na imagem do governo, relacionada a medidas como isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola, voltado para famílias endividadas.
Além disso, houve uma oscilação negativa de Flávio no público de direita não-bolsonarista, que passou de 90% de intenções de voto em abril para 82% neste último mês.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, a piora do cenário para Flávio está associada à repercussão das conversas com Vorcaro.
Sobre as medidas dos EUA, a opinião dos entrevistados está dividida: 45% concordam e 45% discordam da decisão de classificar facções criminosas como terroristas, enquanto 60% acreditam que essa é uma decisão que cabe ao governo brasileiro.
Além disso, 53% consideram que as punições impostas pelos EUA afetarão negativamente empresas e bancos brasileiros.
Quanto às novas tarifas anunciadas pelos EUA, 47% concordam com Lula, que acusa Flávio de influenciar essa decisão; 46% veem as ações como punição dos EUA por causa do PIX; e 36% acreditam que seja retaliação às críticas feitas pelo presidente brasileiro ao governo norte-americano.
O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.
A Quaest também simulou cenários de segundo turno entre Lula e outros candidatos: Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O desempenho de Renan Santos, fundador do MBL e pré-candidato do Missão, chama a atenção.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, decidiu na segunda-feira (8) proibir o instituto AtlasIntel de continuar divulgando sua mais recente pesquisa sobre intenção de voto para a Presidência da República.
A decisão partiu de um pedido liminar feito pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), que buscava barrar a pesquisa publicada em 19 de maio. O levantamento indicava uma queda de sete pontos percentuais nas intenções de voto para o senador em um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT).
Flávio Bolsonaro alegou que a pesquisa influenciou artificialmente os entrevistados devido à inclusão de perguntas relacionadas ao escândalo do Master e à divulgação de áudios entre ele e o ex-dono do banco Daniel Vorcaro.
O AtlasIntel incorporou na pesquisa, após as perguntas sobre intenção de voto, a gravação do diálogo entre o senador e Vorcaro.
Kassio Nunes Marques apontou indícios de “possível comprometimento da neutralidade metodológica do questionário registrado perante a Justiça Eleitoral”. Entretanto, a decisão não é definitiva e ainda será analisada pelo plenário do TSE.
O ministro justificou a urgência da medida afirmando que a circulação contínua de uma pesquisa com contestação metodológica pode gerar impactos difíceis de reverter no processo eleitoral, especialmente pela ampla difusão em meios digitais e na mídia.
Em 19 de maio, o chefe de Risco Político e Análise Política do AtlasIntel, Yuri Sanches, declarou a CartaCapital que as alegações de Flávio Bolsonaro são falsas.
Uma das principais críticas do grupo bolsonarista era a inclusão da reprodução do áudio da conversa entre Flávio e Vorcaro na pesquisa. Sanches esclareceu que os entrevistados tiveram acesso à gravação apenas na etapa final do levantamento, depois de responderem ao questionário sobre avaliação do governo, intenção de voto e rejeição dos pré-candidatos.
Assim, as respostas relacionadas ao áudio não interferem nos resultados dos cenários eleitorais. A participação nessa fase é voluntária e a recusa não compromete a pesquisa.
O segmento multimídia visava medir a reação dos entrevistados ao áudio em tempo real, com eles indicando sua percepção numa escala positiva ou negativa.
“No final, obtemos uma curva ao longo do conteúdo, permitindo analisar as reações por gênero, faixa etária, renda e voto anterior. Nossa amostra é calibrada para garantir rigor metodológico”, destacou Sanches.
Em nota oficial nesta segunda-feira, o AtlasIntel afirmou que respeitará a liminar, mas se mantém confiante de que a análise técnica dos fatos e da metodologia esclarecerá a situação.
O instituto ainda disse que pesquisas realizadas depois confirmaram a tendência observada, algumas mostrando efeitos até maiores.
“Isso reforça que os resultados da pesquisa refletiam uma dinâmica real da opinião pública na época, sem qualquer contaminação metodológica.”
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos, utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (4) para declarar que “jamais substituiria o Pix”.
Ele afirmou que essa manifestação foi uma maneira de esclarecer um trecho de entrevista concedida a uma rádio de São Paulo, que teria sido interpretado de forma equivocada por alguns meios de comunicação.
“O Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer”, escreveu.
Na quarta-feira (3), Eduardo mencionou que os Estados Unidos possuem um sistema semelhante ao Pix, denominado Zelle.
“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos, dá para você sentar, dá para negociar”, explicou.
O Pix tem sido alvo de críticas nos Estados Unidos e é mencionado como um dos motivos para a recomendação de taxação de 25% sobre importações brasileiras, dentro das investigações da Seção 301 da Lei do Comércio de 1974 americana.
No relatório, o meio de pagamento é considerado “injusto e discriminatório” contra empresas americanas, por ser operado pela mesma entidade que o regula, o Banco Central, gerando conflito de interesses.
O órgão também acusa o Banco Central de privilegiar o Pix ao incentivar o seu uso em detrimento de outros serviços, ao exigir que as instituições participantes ofereçam o Pix gratuitamente para pessoas físicas e ao limitar as taxas cobradas nas transações.
Eduardo Bolsonaro sugeriu a substituição do Pix pelo sistema americano Zelle, o que gerou críticas nas redes sociais. O deputado argumenta que o Zelle poderia ser usado em negociações com os Estados Unidos.
A proposta surge em meio a tensões comerciais, já que os EUA planejam aplicar tarifas sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro defende o Pix, enquanto críticos acusam os Bolsonaros de traição.
Em vídeo divulgado na rede social X, Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PL-SP, sugere usar mecanismos financeiros americanos semelhantes ao Pix para melhorar a posição do Brasil na mesa de negociação com os EUA. A declaração viralizou e gerou repercussão.
Os EUA, onde Eduardo reside, recomendaram um aumento tarifário de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o país. Um documento do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) menciona o Pix, criticando a atuação do Banco Central brasileiro como regulador e proprietário da plataforma, além de impor seu uso e limitar taxas cobradas por concorrentes americanos.
No vídeo, Eduardo afirma: “Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Então dá para ir a uma mesa de negociação com os americanos”.
Nas redes sociais, o deputado foi criticado por perfis que classificaram a ideia como vassalagem ao trocar o Pix pelo Zelle.
Desde o anúncio do tarifaço americano, representantes do governo e o presidente Lula têm defendido o Pix, associando a taxação ao encontro entre Donald Trump e os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro semanas antes. Parlamentares também usaram expressões como “Tariflávio”, “o Pix é nosso” e chamaram os Bolsonaros de inimigos do Brasil. Lula, em evento em Goiás, chamou Flávio de “imbecil” e afirmou que os filhos do ex-presidente são traidores da pátria por pedirem intervenção estrangeira nas decisões brasileiras.
A ex-ministra e deputada Gleisi Hoffmann também criticou o clã Bolsonaro com base nessas declarações.
Após as primeiras notícias sobre o tarifaço, Flávio declarou ter pedido pessoalmente a Trump para não impor as tarifas e enviou carta ao secretário de Estado Marco Rubio em defesa do Brasil. Ele também afirmou que, se eleito, teria capacidade para negociar “de igual para igual” com os EUA em 2027.
O sistema citado por Eduardo é operado por uma rede de bancos americanos, enquanto o Pix é gerenciado pelo Banco Central do Brasil. Outra diferença é que o Zelle não oferece transferências 100% gratuitas.
A Febraban defendeu o Pix em resposta ao USTR, destacando que o sistema não é um produto comercial, mas uma infraestrutura que favorece a competição e inclui bancos, fintechs e instituições financeiras nacionais e estrangeiras.
A Câmara Municipal de Currais Novos divulgou o calendário das sessões ordinárias do mês de junho de 2026. O cronograma foi oficializado por meio do Ato da Presidência nº 013, publicado no Diário Oficial da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (FECAM/RN) nesta quarta-feira (3).
De acordo com o documento, todas as sessões ordinárias previstas para este mês seguem no horário das 10h, no Palácio Vereador Humberto Gama, sede do Legislativo currais-novense. A convocação é direcionada aos parlamentares, mas as reuniões seguem abertas à participação da população.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou nesta terça-feira (2) ter solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não aplique tarifas adicionais aos produtos brasileiros. O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação sobre as práticas comerciais do Brasil e propôs uma sobretaxa de 25% para esses produtos importados.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, Flávio relatou que, nas três reuniões que teve em Washington com Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, fez o pedido expresso para que as empresas brasileiras não fossem taxadas.
Flávio também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que encontrou Trump no mês anterior. Segundo ele, Trump sabe que Lula busca eliminar o dólar como padrão internacional de comércio, o que representaria um prejuízo para os EUA. “Quem está sendo retaliado não são as empresas brasileiras, mas o próprio Lula, visto por Trump como alguém inconfiável e incompetente”, afirmou.
O senador comentou ainda sobre os pré-candidatos e ex-governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), afirmando que não acredita numa candidatura conjunta entre eles nas eleições. Ele disse ter incentivado a candidatura de ambos e destacou a importância de múltiplas campanhas para expor o que chama de desgoverno de Lula e conscientizar o eleitorado.
Essa declaração ocorre em meio a especulações sobre uma possível aliança entre Zema e Caiado para formar uma candidatura de direita alternativa a Flávio Bolsonaro, que aparece como líder nas pesquisas frente ao presidente Lula. Caiado também admitiu a possibilidade de união em uma chapa, mas sem detalhar quem assumiria a cabeça ou a vice.
No sábado (30), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, comentou que pode ser vice de Caiado, mas que a decisão final dependerá do candidato e da legenda.
Durante a entrevista, Flávio mencionou a chance do senador Cleitinho (Republicanos-MG) disputar o governo de Minas Gerais e afirmou que espera contar com seu apoio no estado. Ele defendeu a formação de uma “frente ampla” da centro-direita em Minas, que é o segundo maior colégio eleitoral do país.
Flávio destacou ainda o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como um fenômeno especialmente entre os jovens e reafirmou o apoio de sua campanha a Domingos Sávio (PL-MG) para o Senado. Segundo ele, sua campanha já conta com 22 palanques pelo Brasil e planeja visitar Belém e Altamira, no Pará, na próxima semana.
Sobre a possibilidade de Eduardo Bolsonaro ser ministro das Relações Exteriores, Flávio disse que não assumiu compromisso com o irmão, que vive nos EUA desde o ano passado e tem atuado como conselheiro em política internacional. Contudo, reconheceu a importância de Eduardo para ser ouvido em assuntos da pasta.
O sino toca e, quase que instantaneamente, alguém atravessa a fábrica carregando mais uma caixa pronta para entrega. O som metálico já virou parte da rotina da Elas Vida Leve, indústria currais-novense que encontrou na alimentação saudável um propósito e, no Seridó potiguar, o lugar ideal para crescer. Entre fornadas, recheios e uma equipe majoritariamente feminina, a empresa acumula números expressivos, mas faz questão de sustentar um discurso simples: tudo começou por amor.
A história da marca teve início em 2019, quando a pernambucana Lua Andrade decidiu buscar alternativas de alimentação saudável durante a gravidez da primeira filha. A ideia, inicialmente pessoal, acabou se transformando em negócio. Ao lado da irmã, Aby Quirino, ela escolheu Currais Novos para empreender e construir uma empresa voltada à produção de alimentos sem glúten e sem lactose.
“Quando minha filha estava para nascer, comecei a estudar muito sobre alimentação. Eu queria oferecer algo saudável, seguro e saboroso pra ela. Aos poucos, percebi que outras pessoas também procuravam isso e tinham dificuldade de encontrar. A empresa nasceu dessa necessidade, mas principalmente do amor que eu sentia naquele momento”, contou Lua Andrade.
O que começou de forma pequena hoje se transformou em uma operação que produz até 12 mil pães por semana. As encomendas saem do interior do Rio Grande do Norte para outros estados do país, incluindo São Paulo. Em cada embalagem, a proposta é manter um diferencial que as sócias consideram indispensável.
Aby e Lua são sócias e irmãs. Elas estão a frente da marca currais-novense “Elas Vida Leve”
“A gente acredita muito que comida carrega sentimento. Não é só sobre vender pão ou alimento saudável. É sobre cuidado. Tudo aqui é feito pensando nas pessoas que vão receber aquilo em casa. Esse amor acaba sendo um ingrediente invisível, mas que faz toda diferença”, afirmou Lua.
A reportagem visitou a fábrica da Elas Vida Leve em Currais Novos para acompanhar a rotina da produção. O sino que abre a movimentação da empresa marca também o ritmo intenso do local. Funcionários circulam rapidamente entre setores, enquanto máquinas e mãos trabalham quase sem pausa. Apesar do fluxo acelerado, o ambiente chama atenção pela organização e pela sintonia entre os colaboradores.
Lua Andrade se tornou o rosto mais conhecido da empresa. Em 2025, ela conquistou o terceiro lugar nacional no Prêmio Sebrae Mulheres de Negócio, concorrendo com mais de cinco mil iniciativas de todo o Brasil.
“Quando ouvi meu nome naquele palco, passou um filme na cabeça. Eu lembrei do começo, das dificuldades, dos medos e de tudo que a gente precisou enfrentar até chegar ali. Foi um reconhecimento muito importante não só pra mim, mas pra todas as mulheres que fazem parte dessa história”, disse.
Ainda neste mês de junho, Lua embarca para a China em busca de conhecimento e novidades para ampliar a atuação da marca. Enquanto isso, a irmã Aby Quirino segue coordenando a produção em Currais Novos.
“Lua está muito focada nessa expansão, em trazer novas ideias e possibilidades pra empresa. E eu fico aqui garantindo que tudo continue funcionando com a mesma qualidade e cuidado. A produção é intensa, mas é muito bom estar dentro desse processo, garantindo que tudo funcione conforme precisamos”, relatou Aby.
Lua Andrade conquistou o 3º lugar no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios
Dentro da fábrica, as mulheres são maioria absoluta. Lua brinca que os poucos homens presentes estão ali “por cotas”. Entre as colaboradoras, histórias pessoais ajudam a explicar a identidade construída pela empresa.
Aylana, atual gerente de produção, começou trabalhando como auxiliar de serviços gerais. Com o tempo, ganhou espaço, assumiu responsabilidades e hoje coordena setores importantes da indústria.
“Quando cheguei aqui, eu não imaginava que teria oportunidade de crescer dessa forma. Fui aprendendo aos poucos, recebendo confiança e incentivo. Hoje eu tenho orgulho da trajetória que construí dentro da empresa”, afirmou.
Outra história que chama atenção é a de Gezilene, conhecida por todos como Geza. Aos 57 anos, ela é responsável pelos recheios dos cerca de 50 sabores de pães produzidos pela marca. Geza falou sobre a dificuldade que enfrentou para voltar ao mercado de trabalho após os 50 anos.
“Muita empresa fecha as portas quando vê a idade da gente. Aqui foi diferente. Me deram oportunidade, confiaram no meu trabalho e isso muda tudo. Hoje eu me sinto valorizada e feliz em fazer parte dessa equipe”, contou.
Enquanto a produção segue em ritmo acelerado, os planos de expansão também avançam. A expectativa é que a mudança para uma nova sede permita ampliar a capacidade produtiva em até 1200%. Um salto que impressiona, mas que, segundo as sócias, precisa continuar sustentado pelos mesmos princípios que deram origem à empresa.
“A gente quer crescer sem perder nossa essência. Não adianta aumentar produção e deixar de lado aquilo que trouxe a gente até aqui”, destacou Lua.
“Nosso maior patrimônio são as pessoas e o amor que existe dentro desse trabalho. É isso que queremos manter, independente do tamanho que a empresa alcance”, completou Aby.
A Elas Vida Leve mostra que é possível, sim, escalar valorizando o funcionário e trazendo uma missão nobre como a de motivar e incentivar outras mulheres a ocuparem espaços através do empreendedorismo. Em Currais Novos, a empresa vem construindo uma trajetória marcada por expansão, reconhecimento e histórias de transformação pessoal.
A Prefeitura de Currais Novos publicou o Decreto nº 6.191, de 28 de maio de 2026, estabelecendo ponto facultativo nas repartições públicas municipais diretas e indiretas na próxima sexta-feira, dia 5 de junho.
De acordo com o decreto, a suspensão do expediente não se aplica aos serviços considerados essenciais, que continuarão funcionando normalmente conforme os horários definidos pelos órgãos da Administração Pública Municipal, garantindo a manutenção do atendimento à população nas áreas indispensáveis.
O decreto entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial dos Municípios do Rio Grande do Norte.
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PL, Álvaro Dias, avaliou que a ExpoSeridó estaria sendo um “fracasso”. Essa declaração gerou uma forte reação do prefeito de Caicó, Dr. Tadeu (PSDB), que respondeu em entrevista na Rádio Bonita FM.
O prefeito destacou que, embora a exposição possa não satisfazer uma parcela específica dos participantes, ela tem trazido resultados positivos para a maioria dos produtores rurais e empreendedores que participam do evento. Segundo ele, “Está sendo um fracasso para uma minoria. Inclusive para esse pré-candidato, que tem muito dinheiro, muita propriedade e muito boi. Talvez para ele esteja sendo um fracasso, mas para 90% das pessoas, especialmente os pequenos produtores rurais, está sendo um sucesso”.
Dr. Tadeu ressaltou ainda que, ao assumir a Prefeitura, assumiu o compromisso de revitalizar o Parque de Exposições Monsenhor Walfredo Gurgel, que estava em abandono. Ele apontou que seus antecessores não demonstraram a mesma disposição para recuperar e fortalecer a principal feira agropecuária da região, mencionando que muitos desses ex-gestores estão agora alinhados politicamente a Álvaro Dias.
O prefeito questionou a atuação do adversário na região do Seridó, observando que Álvaro Dias costuma aparecer apenas em períodos festivos e não visita locais como a feira livre de Caicó ou o Hospital Estadual Telecila Freitas para entender diretamente as dificuldades da população.
Além disso, Dr. Tadeu dirigiu críticas ao filho do pré-candidato, o deputado estadual Adjuto Dias, cobrando maior empenho na destinação de recursos para a saúde pública em Caicó.