Prejuízo líquido da Marisa Lojas salta para R$ 188,6 mi no 4º trimestre de 2022

1 de abril de 2023

A Marisa Lojas apresentou um prejuízo líquido de R$ 188,6 milhões no quarto trimestre de 2022, um salto ante o prejuízo de R$ 24,5 milhões registrado no mesmo período de 2023 (alta de 669,8%). Enquanto o Ebitda do varejo foi de R$ 19,6 milhões, com queda de 12,3% ante um ano antes, o Ebitda do Mbank ficou negativo em R$ 115,2 milhões e reverteu resultado positivo de R$ 22,4 milhões no quarto trimestre de 2021.

A companhia aproveitou para anunciar uma injeção de R$ 90 milhões dos acionistas controladores para viabilizar o reenquadramento da MPagamentos (braço financeiro da empresa) nos índices regulatórios e prudenciais. Será um ajuste dos montantes separados para lidar com inadimplência. Caso necessário, a companhia promoverá ainda até agosto deste ano um aporte adicional de R$ 26 milhões na MPagamentos.

Para o novo CEO da companhia, João Pinheiro, os números de 2022 não são bons, “como era de se esperar”. Ele ressalta que a margem bruta da empresa no varejo melhorou, voltando a 52%, com alta de 4,6 pontos porcentuais. Para ele, isso indica que a companhia tem bons produtos e público. Assim, o necessário agora é cortar despesas e organizar a operação do banco.

Do lado do banco, além do aporte, será feita uma reorganização. A MPagamentos, que fica sob o comando do Mbank, será separada da MCartões, que passará a ser uma prestadora de serviços de adquirência para a MPagamentos.

Além disso, Pinheiro diz que a empresa tem adquirido uma concessão mais conservadora de crédito e que deve focar, de agora em diante, em conceder crédito para seus próprios clientes, de quem já tem dados. “Muitos varejistas acharam que operar bancos era algo simples. Com a Marisa não foi diferente”, diz Pinheiro.

Redução de despesas

Do lado de cortes de gastos, o plano também é claro. A Marisa resolveu fechar 90 lojas, de um parque de 334. Ele explica que os cortes que virão não serão de vendedores de lojas, de modo a prejudicar a operação. “Não se trata de cortar vendedor de lojas e, sim, fechar lojas deficitárias e realocar pessoas na medida do possível. Vamos atacar os custos administrativos e reorganizar o banco”, afirmou Pinheiro ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Estadão Conteúdo

Well Lab

Com queda de preços, Bolsa vê crescer recompra de ações

27 de março de 2023

A forte queda da Bolsa nos últimos meses desencadeou um movimento de recompra de ações por grandes empresas no Brasil para tentar manter o preço dos papéis. Só neste ano até o último dia 15, 16 companhias anunciaram novos programas de recompra de ações na B3, ante 11 em igual período do ano passado. Em valores, o número teve aumento de mais de 300%, pulando de R$ 2,9 bilhões para R$ 11,4 bilhões, segundo estimativa da Economática.

O objetivo da operação – adotada por empresas como Vale, Vivo, Renner e Azul – é gerar interesse pelas ações, garantir o valor de mercado em fase de baixa na Bolsa, usar os papéis para remunerar a diretoria ou para obter lucro no futuro.

Em 2022, foram 71 programas de recompra anunciados, com um valor estimado de R$ 76,2 bilhões, salto de quase dez vezes ante 2021. Devido ao amplo prazo para a realização da recompra, normalmente de 18 meses, o total de programas hoje em aberto passa de uma centena, ou cerca de 20% de todas as companhias listadas.

Em valores, o maior programa hoje em vigor é o da mineradora Vale. Anunciada em abril do ano passado, a recompra de 500 milhões de ações equivale a 10% do total em circulação, e é estimada em R$ 41 bilhões (em valores da época).

Gustavo Pimenta, vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da empresa, diz que os papéis recomprados ficam em tesouraria e são posteriormente cancelados. Foram realizados três cancelamentos de ações desde o início do primeiro programa de recompra, em 2021.

“A recompra de ações demonstra nossa confiança no potencial de criação e compartilhamento de valor da Vale, e é uma das melhores opções de investimento para a companhia”, afirma o executivo.

Estadão Conteúdo

Restaurante Sertanejo

Lojas online chinesas entram na mira do governo; Lula critica falta de taxação

25 de março de 2023

Na véspera de viagem à China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso manifestaram preocupações com o crescimento das vendas online de produtos chineses no País, por empresas como Shein e Aliexpress, alegando que essas plataformas não pagam os devidos impostos. Lula deve embarcar neste domingo, 26, para Pequim acompanhado de mais de 200 empresários.

O presidente da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE), que reúne 230 parlamentares, deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), diz que o comércio nacional tem sido prejudicado. “É uma concorrência desleal”, afirmou ao Estadão. Segundo Bertaiolli, o Brasil já recebe cerca de 500 mil pacotes diários da China. “Vamos pedir para as empresas brasileiras terem a mesma competitividade.”

Na terça-feira, 21, o próprio presidente criticou a compra de produtos sem o pagamento do Imposto de Importação. “Está crescendo a importação de produtos que não pagam nenhum imposto nesse País”, disse Lula, em entrevista ao portal 247. “Eu quero uma relação extraordinária com os chineses, a melhor possível, mas não podemos aceitar que as pessoas fiquem vendendo para cá sem pagar imposto.”

Segundo apurou o Estadão, o tema deve ser contemplado na reforma tributária em discussão no Congresso. O Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que poderá ser criado para fundir os tributos atuais, deve estabelecer uma tributação equivalente para produtos nacionais e importados. Assim, e-commerces estrangeiros teriam de se registrar e recolher o IVA.

A reforma, porém, prevê uma transição gradual e longa – que pode levar até 2031. Por isso, empresas do varejo nacional têm cobrado uma solução mais rápida.

Well Farma

Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano

23 de março de 2023

Apesar da desaceleração da economia e das pressões de parte do governo, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano.

Em comunicado, o Copom informou que o ambiente internacional se deteriorou desde a última reunião do órgão, com bancos nos Estados Unidos e na Europa em problemas e com a inflação na maioria dos países não cedendo.

Na economia doméstica, a desaceleração continua, com a inflação acima do teto da meta. O texto menciona incertezas em relação ao futuro arcabouço fiscal em elaboração pelo governo, mas elogia a recente reoneração parcial da gasolina e do etanol.

“Por um lado, a recente reoneração dos combustíveis reduziu a incerteza dos resultados fiscais de curto prazo. Por outro lado, a conjuntura, marcada por alta volatilidade nos mercados financeiros e expectativas de inflação desancoradas em relação às metas em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária”, destacou o comunicado. “Nesse cenário, o Copom reafirma que conduzirá a política monetária necessária para o cumprimento das metas.”

Agência Brasil

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