A Polícia Federal deflagrou, nessa quarta-feira (13), a operação Ilegal Networks, com o objetivo de apurar a comercialização de produtos eletrônicos e de telefonia introduzidos clandestinamente no país, sem o devido recolhimento de tributos. Ação contou com apoio da Receita Federal do Brasil.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em salas comerciais utilizadas por uma empresa que atuava sob fachada de assistência técnica de celulares. Durante cumprimento, foram apreendidos celulares, tablets, computadores e acessórios sem comprovação de importação regular.
Além dos eletrônicos, os policiais localizaram produtos destinados a fins terapêuticos e estéticos armazenados sem controle sanitário adequado, parte deles sem refrigeração e sem autorização para comercialização no país. Também foram encontrados insumos utilizados para possível fracionamento e aplicação das substâncias.
Participaram da ação 16 policiais federais e 3 servidores da Receita Federal. Os investigados poderão responder pelos crimes de descaminho, bem como por crime contra a saúde pública.
A América Futebol Clube volta a campo neste domingo (17) para mais um importante compromisso pela Série D do Campeonato Brasileiro. O Alvirrubro enfrenta o Clube Laguna, às 16h, na Casa de Apostas Arena das Dunas, em confronto válido pela sétima rodada da competição nacional.
Palco dos principais jogos do futebol potiguar, a Arena recebe mais uma partida decisiva da primeira fase do campeonato, em duelo que promete movimentar a torcida e reforçar o clima de competição na reta inicial da Série D.
Os ingressos estão sendo comercializados exclusivamente de forma online, por meio do site oficial da Casa de Apostas Arena das Dunas. Para acessar o estádio, será obrigatório o cadastro facial.
Setores e acesso das torcidas
A torcida do América ocupará os setores Anel Leste e Cadeira Premium, com acesso pelos portões N, O, Q e D. Já os torcedores do Laguna ficarão no setor Noroeste, com entrada pelo portão A. Os portões da Arena serão abertos às 14h, duas horas antes do início da partida.
Atendimento ao público
No dia do jogo, a Bilheteira 2 (Portão L – América) e a Bilheteira 1 (Portão T – Laguna) funcionarão como pontos de Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), destinados ao suporte e esclarecimento de dúvidas dos torcedores. O atendimento será realizado das 12h às 16h45.
Valores dos ingressos
Os ingressos de arquibancada estão em primeiro lote promocional até esta quinta-feira (14), com valores de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Após esse período, os preços passam para R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), permanecendo disponíveis até o dia da partida.
Para a Cadeira Premium, os ingressos custam R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada). Também há disponibilidade de camarotes, comercializados exclusivamente pelo telefone (84) 3673-6811.
Crianças de até 12 anos têm acesso gratuito. Idosos e estudantes possuem direito à meia-entrada, conforme legislação vigente.
A jovem cantora currais-novense Karol Ribê foi confirmada como uma das atrações da Virada Cultural de São Paulo, um dos maiores eventos culturais do Brasil. O show acontece no dia 24 de maio, no Centro Cultural Santo Amaro, na capital paulista.
Natural de Currais Novos, no Seridó potiguar, Karol Ribe vem conquistando espaço no cenário musical e agora leva o nome da terra natal para um dos eventos mais importantes da cultura brasileira. A participação da artista representa não apenas um avanço em sua carreira, mas também um motivo de orgulho para os currais-novenses.
Promovida pela Prefeitura de São Paulo, a Virada Cultural reúne artistas de várias regiões do país e movimenta milhares de pessoas com apresentações musicais e atividades culturais espalhadas pela cidade.
Com talento e carisma, Karol Ribê segue fortalecendo sua trajetória artística e mostrando a força dos talentos de Currais Novos para o Brasil.
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o número de filhos por mulher no país caiu 13% entre 2018 e 2023. Em contrapartida, entre mulheres com mais de 40 anos, houve crescimento de quase 17% no mesmo período. O grupo de bebês nascidos de mães entre 40 e 49 anos foi o único que apresentou aumento no país, passando de 90 mil nascimentos em 2018 para 106 mil em 2022.
O cenário acompanha uma mudança no perfil reprodutivo feminino brasileiro. Segundo a pesquisa “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, entre 2010 e 2022, o número de pessoas que se tornaram mães após os 40 anos cresceu 60% no Brasil.
De acordo com Gustavo Mafaldo, ginecologista e vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), junto ao crescimento da maternidade tardia também aumenta a busca por informações sobre fertilidade, preservação da capacidade reprodutiva e acompanhamento pré-concepcional.
“Hoje existe um movimento muito maior de mulheres que desejam entender o próprio corpo e planejar a maternidade de forma consciente. Isso é extremamente positivo, porque permite identificar riscos, investigar condições de saúde e adotar medidas preventivas antes mesmo da gravidez acontecer”, explica.
Segundo o especialista, embora muitas mulheres consigam engravidar naturalmente após os 35 anos, a fertilidade feminina sofre uma redução progressiva com o avanço da idade. Além disso, algumas complicações passam a ter maior incidência, como hipertensão gestacional, diabetes gestacional, parto prematuro e alterações cromossômicas.
Um áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitando dinheiro ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro causou desconforto entre aliados do pré-candidato à Presidência.
O núcleo da campanha questionou Flávio diversas vezes sobre possíveis riscos de haver ligação entre ele e Vorcaro diante do escândalo da fraude financeira, e ele negou repetidamente, conforme relatos à CNN.
Após a divulgação da reportagem no Intercept Brasil, o senador afirmou que só tratou da cota de patrocínio e que não há risco de novos vazamentos prejudicarem a candidatura.
O incômodo na pré-campanha é que, se soubessem do contato antes, poderiam ter planejado uma estratégia para evitar a crise, que surpreendeu a todos, minimizando o desgaste.
Com a negativa de Flávio, a campanha optou por ele defender as investigações e solicitar a CPI do Banco Master, tentando vincular o caso ao PT. Isso foi intensificado após a quinta fase da Operação Compliance Zero, que mirou o senador Ciro Nogueira, do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil.
Em Florianópolis (SC), Flávio usou uma camiseta com a frase: “O Pix é do Lula, o Master é do Lula”. Em entrevista, afirmou que Lula precisa explicar o encontro com Vorcaro no Palácio da Alvorada.
Ele classificou o caso Master como o maior escândalo financeiro do país e disse que a esquerda tenta criar conexões entre Bolsonaro e o Banco Master, mas que essa ligação não procede.
Em nota divulgada, Flávio disse que conheceu Vorcaro em 2024, após o fim do governo Bolsonaro, e defendeu a CPI do Banco Master. Afirma que o contato teve apenas o objetivo de buscar recursos privados para o filme em homenagem ao pai.
“No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”, afirmou.
O senador disse ainda que cobrou a retomada do pagamento das parcelas de patrocínio para concluir o filme, negando oferecer vantagens, promover encontros fora da agenda, intermediar negócios ou receber dinheiro.
Ele ressaltou que essa conduta difere das relações do governo Lula com Vorcaro e confirmou a urgência na instalação da CPI do Banco Master.
Chegamos em maio e as chuvas ainda não estão impressionando como em outros anos. O cenário implica em um Açude Dourado oficialmente em volume morto, de acordo com dados do Igarn, e demandando atenção especial da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).
O Blog do Anthony Medeiros procurou a estatal, que confirmou a expectativa de instalar o flutuante no fim de maio caso novas chuvas não caiam e mudem a situação do manancial. Atualmente, o reservatório é responsável por 30% do abastecimento de Currais Novos, enquanto as águas do Gargalheiras cobrem os outros 70%.
De acordo com o Igarn, em levantamento mais recente, o reservatório está em reserva técnica, com apenas 4,53% de sua capacidade total.
Poucos aliados de Flávio Bolsonaro têm atendido ligações após a divulgação de uma reportagem do Intercept Brasil com mensagens e um áudio do senador dirigidos ao “irmão” Daniel Vorcaro. Eles demonstram estar desnorteados com a exposição do envolvimento do presidenciável com o controverso dono do Banco Master.
Inicialmente, um senador próximo a Flávio afirmou que ainda não havia lido a reportagem. Em seguida, comentou em tom de lamento que “não tem o que comentar”.
Outro aliado respondeu de forma desanimada: “vamos ver o que acontece”.
Esse mesmo amigo do filho número um de Jair Bolsonaro lembrou que o pré-candidato ao Palácio do Planalto vinha adotando o lema “O pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula”, que estava estampado em uma camisa que ele usou recentemente. Esse slogan, no entanto, perdeu força rapidamente.
Ainda, um integrante da comunicação da pré-campanha informou que estava em reunião e, por isso, não poderia atender aos contatos.
Poucos aliados de Flávio Bolsonaro têm atendido ligações após a divulgação de uma reportagem do Intercept Brasil com mensagens e um áudio do senador dirigidos ao “irmão” Daniel Vorcaro. Eles demonstram estar desnorteados com a exposição do envolvimento do presidenciável com o controverso dono do Banco Master.
Inicialmente, um senador próximo a Flávio afirmou que ainda não havia lido a reportagem. Em seguida, comentou em tom de lamento que “não tem o que comentar”.
Outro aliado respondeu de forma desanimada: “vamos ver o que acontece”.
Esse mesmo amigo do filho número um de Jair Bolsonaro lembrou que o pré-candidato ao Palácio do Planalto vinha adotando o lema “O pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula”, que estava estampado em uma camisa que ele usou recentemente. Esse slogan, no entanto, perdeu força rapidamente.
Ainda, um integrante da comunicação da pré-campanha informou que estava em reunião e, por isso, não poderia atender aos contatos.
Em março, a produção industrial em três dos quatro setores analisados pelo IBGE no Rio Grande do Norte apresentou crescimento, revertendo o quadro de queda registrado em fevereiro. A confecção de artigos do vestuário e acessórios destacou-se com alta de 101,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Regional (PIM-PF Regional) divulgados em 13 de maio.
Além do setor de vestuário, também tiveram desempenho positivo as indústrias extrativistas, com aumento de 12,6%, e a fabricação de produtos alimentícios, que cresceu 3%. O crescimento do setor de vestuário foi impulsionado pela produção de calças, bermudas, jardineiras, shorts e peças semelhantes para o público masculino, além de camisas e blusas femininas.
Conforme o analista Bernardo Almeida, a produção desses artigos vestuários puxou o crescimento do setor, assim como a produção de gás natural liderou a expansão no setor extrativo no estado. No setor de alimentos, o aumento na fabricação de balas, confeitos sem cacau e sal refinado e iodado influenciou positivamente os resultados.
Apesar do avanço em três dos setores, a indústria geral do Rio Grande do Norte sofreu uma queda de 5,1% em março. Esse resultado negativo foi influenciado pelo desempenho da fabricação de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, que teve recuo de 21,1% em comparação com o mesmo mês de 2025.
No balanço do primeiro trimestre de 2026, a maioria das atividades industriais do estado ainda registra retração. As indústrias extrativistas acumularam queda de 9,5%, enquanto o setor de produtos alimentícios diminuiu 7,3%. Já a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 30,6% no período.
A única atividade industrial com crescimento acumulado no ano foi o segmento de confecção de artigos do vestuário e acessórios, que cresceu 36,9% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Mesmo assim, a indústria geral do Rio Grande do Norte apresenta uma queda acumulada de 19,2%, a maior entre as unidades federativas pesquisadas pelo IBGE.
O IBGE aponta que o resultado negativo acumulado foi pressionado sobretudo pelo desempenho do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com destaque para o óleo diesel.
A PIM-PF Regional acompanha mensalmente a produção física das indústrias extrativas e de transformação em 17 estados e na Região Nordeste. A divulgação dos dados referentes a abril está prevista para 10 de junho.
Enquanto o mercado de trabalho avança no discurso sobre equidade de gênero, a maternidade ainda segue como um dos principais fatores de afastamento feminino da vida profissional. Dados recentes da Catho, plataforma gratuita de empregos, mostram que 60% das mães brasileiras estão fora do mercado – seja por decisão própria de se dedicar exclusivamente aos filhos ou por demissões após a licença-maternidade.
O primeiro cenário é a realidade vivida por Nathália Monteiro, de 21 anos, mãe de Sofia, de um ano. Antes da maternidade, ela trabalhava com vendas e tinha uma rotina voltada à vida profissional. Há cerca de um ano, ela decidiu pausar a carreira para acompanhar de perto o crescimento da filha.
A jovem revela que os primeiros meses de maternidade foram marcados por desafios como cansaço, sobrecarga e a necessidade de equilibrar as próprias emoções. “Foi um momento de muito aprendizado sobre amor, paciência, responsabilidade e amadurecimento”, resume. Hoje, Nathália enxerga a pausa como uma etapa importante da trajetória e já pensa em retornar ao mercado, mas buscando equilíbrio entre carreira e maternidade.
Por trás de casos como o de Nathália está a “carga invisível”, um conjunto de responsabilidades mentais, emocionais e logísticas relacionadas à manutenção do lar e da parentalidade que recaem, majoritariamente, sobre as mulheres e impactam suas trajetórias.
Para a especialista em Recursos Humanos, Gabriella Saldanha, essa sobrecarga também afeta o cotidiano corporativo. “Muitas mães conciliam entregas complexas no trabalho com a organização constante da vida familiar. Isso não aparece nas métricas tradicionais, mas influencia diretamente a forma como essas profissionais são avaliadas”, explica a profissional, que é docente da Estácio.
No Brasil, mais de 380 mil mulheres foram demitidas após a licença-maternidade entre 2020 e 2025, de acordo com dados do sistema eSocial. Segundo Gabriella, a chamada “penalidade da maternidade” ainda é uma realidade nas empresas. “Existe uma diferença clara na progressão de carreira entre mulheres com filhos e sem filhos. Muitas vezes, líderes assumem, sem questionar, que mães não têm interesse ou disponibilidade para novos desafios”, afirma.
Segundo a gestora, o enfrentamento desse cenário exige uma mudança estrutural. “Não é uma questão individual, mas organizacional. Empresas que reconhecem essa realidade e ajustam suas práticas conseguem reter talentos, aumentar o engajamento e gerar resultados mais sustentáveis”, conclui.
Do ponto de vista jurídico, a discussão sobre a “carga invisível” ainda avança de forma tímida no Brasil. A professora do curso de Direito da Estácio, Petrúcia Santos, destaca que, embora o conceito não esteja previsto de forma explícita na legislação trabalhista, ele já aparece de maneira indireta em decisões judiciais.
“O Judiciário, especialmente em casos de Direito de Família, começa a reconhecer o impacto do trabalho de cuidado exercido pelas mães, considerando tempo, energia e renúncias em decisões como pensão alimentícia”, explica.
Na esfera trabalhista, no entanto, ainda não há uma regulamentação específica sobre o tema. “A legislação atual oferece proteções importantes à maternidade, mas ainda insuficientes para garantir igualdade plena após o retorno ao trabalho. Falta enfrentar, de forma mais direta, as discriminações indiretas e a sobrecarga doméstica”, avalia.